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Defensoria assume caso das meninas mortas na porta de casa, em Caxias

Famílias de Emilly, de quatro anos, e de Rebecca, de sete anos, terão apoio da OAB e da Alerj nas investigações

Por Portal Eu, Rio! em 07/12/2020 às 22:06:26

O defensor público-geral Rodrigo Pacheco e o ouvidor-geral Guilherme Pimental conversam com as familias das meninas mortas por balas perdidas em Caxias Foto Ascom Defensoria

A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ) vai assistir juridicamente as famílias das meninas Rebecca Beatriz Rodrigues Santos, de 7 anos, e Emilly Victoria da Silva Moreira Santos, de 4. As duas primas morreram na sexta-feira após serem baleadas na porta de casa, na comunidade do Barro Vermelho, em Gramacho, Duque de Caxias. O atendimento será feito pelo Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos (Nudedh), que vai acompanhar as investigações para fornecer aos órgãos competentes subsídios para a ação penal visando a apuração da responsabilidade criminal dos envolvidos.

As famílias foram recebidas na manhã de segunda-feira (7/12) em reunião de acolhimento organizada pela Ouvidoria da DPRJ. Participaram também as comissões de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Alerj, além do movimento social Movimenta Caxias e da Anistia Internacional. Ao final do encontro, o defensor público-geral, Rodrigo Pacheco, também esteve com os familiares para prestar solidariedade.

Essa primeira reunião teve como objetivo conhecer as famílias, fazer o acolhimento e orientá-las sobre as informações que podem ajudar tanto a polícia quanto o Ministério Público a esclarecer o que aconteceu. O acompanhamento das famílias nas diligências na delegacia será feito pela OAB e a assistência psicológica pela Alerj.

- Vamos acompanhar o desfecho da investigação para também responsabilizar civilmente o Estado pela conduta de seus agentes. É mais um episódio trágico no cotidiano da população. Duas famílias destruídas pela violência institucional do Estado. Duas crianças que brincavam na porta de casa tiveram suas vidas ceifadas: essa dor jamais será estancada. Estamos solidários na busca pela Justiça e atuaremos sem poupar esforços para que a perda de vidas humanas não seja naturalizada - disse Carla Vianna, defensora do Nudedh.

Fonte: Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro

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