TOPO - PRINCIPAL - CARNAVAL 2026 NITERÓI - 1190X148TOPO - PRINCIPAL - BOM PAGADOR - 1190X148

Dino bloqueia execução de 1.283 emendas parlamentares da área de Saúde

Ministério, que terá de comprovar, caso a caso, existência de contas bancárias regulares, permitindo rastrear emprego do dinheiro

Por Portal Eu, Rio! em 01/05/2025 às 07:23:41

Ministro Flávio Dino, do STF, suspendeu execução de 1.283 emendas parlamentares por falta de dados bancários, previstos na regulamentação do pagamento. Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio da execução de 1.283 emendas parlamentares enviadas à área da Saúde que não tiveram as respectivas contas bancárias regularizadas. O desbloqueio vai depender de pedido do Ministério da Saúde comprovando, caso a caso, que as contas estão regulares.

A determinação de uso de contas específicas para emendas da Saúde foi determinada por Dino em agosto de 2024 e reiterada em três decisões posteriores. O objetivo é dar mais transparência e garantir a rastreabilidade dos valores. Diante da falta de regularização, o ministro ordenou que Departamento Nacional de Auditoria do SUS faça uma avaliação para esclarecer a situação de cada emenda.

Ouça no Podcast do Eu, Rio! a reportagem da Rádio Nacional sobre o bloqueio na execução de 1.283 emendas parlamentares da área da Saúde, por irregularidade nas contas bancárias.

A decisão foi tomada na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854. No processo, a Advocacia-Geral da União (AGU) informou que, das 7.322 propostas de emendas parlamentares registradas para a Saúde, 1.283 estavam pendentes. Sobre essa obrigação, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) informou no final de março que todas as Secretarias Estaduais de Saúde haviam sido noticiadas da determinação.

Emendas a eventos

Na mesma decisão, Dino intimou a AGU a informar detalhes sobre as emendas “Pix” destinadas a eventos e sobre o Programa Emergencial da Retomada do Setor de Eventos (Perse).

Em 10 dias, o órgão deverá dizer se há um cronograma para que o Ministério do Turismo termine a análise para detalhar indicadores de aprovação de planos de trabalho relacionados a repasses de emendas. Em 15 dias, a AGU terá de esclarecer qual tipo de controle foi adotado sobre os benefícios do Perse até abril de 2024. Entre outros pontos, o detalhamento deverá demonstrar o quanto foi usado do benefício e em quais condições pelas empresas beneficiadas direta ou indiretamente com emendas parlamentares.

Transparência e rastreabilidade

Flávio Dino é o relator das ações no Supremo que questionam as regras para emendas parlamentares. O ministro já proferiu decisões, confirmadas pelo Plenário, em que foi exigido o atendimento a critérios de transparência e rastreabilidade para os recursos envolvidos.

Sobre o tema, foi construído e homologado pelo STF um Plano de Trabalho conjunto entre o Poder Executivo e o Legislativo. A proposta detalha novas providências para dar transparência à execução das emendas parlamentares. O acordo foi homologado pelo ministro no final de fevereiro, em decisão confirmada pela unanimidade do Plenário.

Leia a íntegra da decisão.

Do total de emendas, 6.039 não apresentaram problemas. O Congresso Nacional chegou a aprovar, em março, uma resolução que mudou as regras de distribuição dos recursos para cumprir a determinação do Supremo Tribunal Federal de garantir a transparência das emendas de deputados federais e senadores ao Orçamento da União.

Por Portal Eu, Rio!

Fonte: Supremo Tribunal Federal e RadioAgência Nacional

POSIÇÃO 3 - DENGUE 1190X148
Saiba como criar um Portal de Notícias Administrável com Hotfix Press.