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Caso MC Poze: criminalista aponta colapso moral e glamourização do crime no Brasil

Autor da Teoria Tríplice da Delinquência analisa a prisão do funkeiro

Por Portal Eu, Rio! em 05/06/2025 às 07:52:39

Foto: Reprodução X

A recente prisão e soltura do funkeiro MC Poze do Rodo por apologia ao tráfico de drogas reacendeu o debate sobre os limites entre liberdade artística e apologia ao crime. O jurista e criminalista José Maria da Silva Filho, referência internacional em criminologia e autor do livro “Moral, Vergonha e Medo: Um tratado sobre a anatomia da criminalidade contemporânea”, analisou o episódio como um sintoma claro do colapso moral brasileiro.

Segundo ele, “a criminalidade se alastra quando três pilares - moral, vergonha e medo -, entram em colapso. É exatamente isso que vemos hoje: a moral sendo relativizada, a vergonha sendo ridicularizada e o medo da punição se tornando exceção”.

Em 29 de maio de 2025, MC Poze foi detido por agentes da Delegacia de Repressão aos Entorpecentes (DRE) em sua residência no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste. A prisão ocorreu após a circulação de vídeos de um baile na Cidade de Deus, que contou com a presença do cantor e mostrava traficantes fortemente armados. A polícia alegou que o Comando Vermelho utilizava estrategicamente os shows do artista para aumentar a arrecadação com a venda de entorpecentes.

Para o jurista, artistas que exaltam o tráfico, os fuzis e a ostentação criminosa “não são apenas figuras polêmicas, mas vetores ativos da delinquência estrutural”. Ele destaca que a prisão de MC Poze foi um importante sinal do Estado no sentido de reerguer o muro da vergonha social, muitas vezes derrubado pela glamourização do crime.

O episódio gerou intensa repercussão nas redes sociais e dividiu opiniões entre defensores da liberdade artística e aqueles que alertam para os riscos da normalização e sedução do crime, sobretudo entre jovens em situação de vulnerabilidade.

“É hora de resgatar a vergonha como ferramenta de civilidade. De devolver ao crime sua carga de desonra. De mostrar às novas gerações que fuzil não é fantasia, que cadeia não é palco, e que traficante não é popstar”, conclui José Maria.

Em 2 de junho de 2025, a Justiça concedeu habeas corpus ao cantor, revogando a prisão temporária e impondo medidas cautelares, como comparecimento mensal em juízo e proibição de contato com investigados ou membros da facção criminosa Comando Vermelho.

O caso segue tramitando na Justiça, mas já provocou um debate nacional sobre a responsabilidade social dos artistas e os limites da liberdade de expressão.

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