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Em meio ao debate nacional sobre o fim da tradicional escala 6x1 (seis dias de trabalho para um de folga), estabelecimentos comerciais cariocas vêm adotando saídas diferenciadas. Um deles é o restaurante Baixo Araguaia, no Jardim Botânico, que está apostando na escala 12x36 (dia sim, dia não) como forma de valorizar a qualidade de vida da equipe — e, como consequência, aprimorar a experiência do cliente. A unidade de Búzios também segue esse modelo, adotando a escala 12x36 e, adicionalmente, a 5x2.
O debate sobre a escala 6x1, frequente em bares e restaurantes cariocas, ganha força à medida em que a cidade recebe eventos e turistas na alta temporada. A mudança, já em análise no Congresso Nacional, pode alterar profundamente a dinâmica do setor, especialmente em semanas de eventos gastronômicos e feriados, quando o movimento cresce nos estabelecimentos comerciais.
“Quando implantamos o 12x36, muitos acharam ousado, mas ficamos impressionados com os resultados: funcionários mais descansados, motivados e clientes sentindo a diferença no atendimento”, explica Raphael Martins, sócio do Baixo Araguaia.
O impacto da iniciativa é visível. “Eles (os clientes) percebem o diferencial no clima do salão. E o funcionário feliz entrega um serviço melhor. Isso fideliza, porque a experiência completa começa no respeito a quem está servindo”, reforça Martins.
Profissionais que atuam no Baixo Araguaia relatam melhora na qualidade de vida, mais tempo livre e maior satisfação no trabalho. O modelo de trabalho do Baixo Araguaia tem inspirado outros estabelecimentos tradicionais do Rio a repensarem suas jornadas de trabalho. Para o empresário, a tendência é clara: “Quem entende que comida boa e experiência positiva caminham juntas sai na frente. O Jardim Botânico tem tudo para ser o novo polo gastronômico do Rio, e o bem-estar do nosso time vai sempre ser prioridade”, conclui Raphael.
Especialistas acreditam que, caso a nova legislação seja aprovada, o setor pode viver um novo ciclo virtuoso com impacto positivo para trabalhadores, empresas e visitantes. A zona sul, epicentro da cena gastronômica carioca, observa de perto esses desdobramentos.