Bolsa Família, ao exigir exames de rotina para pagamento de benefícios, ajudou a reduzir incidência de AIDS em mais da metade do público-alvo. Foto: Lyon Santos/MDS
Pesquisa feita pelo Instituto de Saúde Global de Barcelona, na Espanha, Centro de Integração de Dados e Conhecimento para Saúde, da Fiocruz, e o Instituto de Saúde Coletiva, da Bahia, mostra que a queda de casos e de mortes pela aids em mulheres em situação de vulnerabilidade social está associada ao Bolsa Família.

Segundo o estudo, o programa de transferência de renda do governo federal, reeditado em 2023, contribuiu para uma redução de 47% e 42% na incidência de Aids em filhas e mães, respectivamente. Já em relação à mortalidade relacionada à doença houve redução de 55% entre filhas e 43% entre mães.
Para as mulheres pardas/pretas e em situação de extrema pobreza, os efeitos foram ainda mais significativos. Nesse grupo, o estudo identificou uma redução de 53% na incidência de Aids.
A análise abrangeu 12,3 milhões de brasileiras de baixa renda e levou em consideração dados de 2007 a 2015, com foco em mães e filhas de domicílios beneficiados pelo programa.
Os pesquisadores indicaram que as exigências do Bolsa Família, como frequência escolar, exames de rotina, participação em ações de educação em saúde, atividades sobre prevenção sexual e reprodutiva podem ter desempenhado papel decisivo nos resultados.
Além de garantir renda para as famílias em situação de pobreza, o programa busca integrar políticas públicas, fortalecendo o acesso das famílias a direitos básicos como saúde, educação e assistência social.
Ouça no Podcast do Eu, Rio! a reportagem da Rádio Nacional sobre a pesquisa revelando efeitos favoráveis do Bolsa Família na redução dos casos e das mortes provocadas pela AIDS no Brasil.
Fonte: RadioAgência Nacional