Fotos: Charles Gonçalves/Portal Eu, Rio!
O mesa-tenista brasileiro Hugo Marinho Borges Calderano ou simplesmente Hugo Calderano é considerado hoje, por muitos, o maior jogador da sua modalidade nas Américas. Com isso, se consolida como inspiração para o esporte que vem ganhando cada vez mais adeptos, principalmente no Rio de Janeiro, sua terra natal. É um esporte democrático, que iguala todos os jogadores que queiram praticar e não faz distinção.
No Centro de Treinamento de Tênis de Mesa há alunos de todos os perfis: crianças, amputados, paralisados cerebrais, jovens com Síndrome de Down e até idosos com doença de Parkinson. Nenhum desses obstáculos fez eles desanimarem. Pelo contrário, isso os motivou a mergulhar cada vez mais no esporte que, além de trabalhar a concentração e a parte cognitiva, também prova que não existe um perfil para praticá-lo, pois o tênis de mesa é uma ferramenta poderosa de socialização e inclusão, como afirma o professor André Moreira, que ainda acrescenta. "O tênis de mesa não exclui nenhum jogador e não existe biotipo específico, basta querer jogar e se divertir".
Quem nunca se aventurou no popular ping-pong? Basta uma bolinha, uma rede, duas raquetes e uma mesa que, às vezes, é até improvisada. O que vale é jogar e, assim, esse esporte tão conhecido vem ganhando cada vez mais relevância no Rio. Não há desculpas para não praticar. Um dos exemplos é Ligia Amorim Costa, de 40 anos, portadora de Síndrome de Down. Mesmo com sua deficiência, não desistiu do esporte e hoje é um exemplo para tantas pessoas que pensam em desistir antes mesmo de começar. Jorge Costa, de 71 anos, é pai de Lígia e também marca presença nos treinos. "O esporte é uma terapia natural", afirma.


As mulheres também estão invadindo o tênis de mesa e contribuindo muito com esse crescimento. Uma nova geração vem dominando as competições de base, o que comprova a importância e o tamanho da força da mulher no esporte. Maria Eduarda (16), Rafaela (16), Ana Julia (13), Ana Clara (12) e Caroline (24) são também exemplos que confirmam a paixão pelo esporte da mesa azul e da dança frenética das bolinhas de um lado para o outro, que encanta tanto quem joga quanto quem assiste.
