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O Museu da República, no Catete, recebe neste sábado e domingo (22 e 23), das 10h às 18h, o 2º Encontro das Nações – Saberes do Estado do Rio de Janeiro, um evento gratuito que reúne povos originários, quilombolas, comunidades de terreiro, ciganos, sambistas e capoeiristas em uma celebração da diversidade cultural fluminense. Com atrações como Portela, Awurê, Cacique de Ramos, Banda Afro Tafaraogi, danças e rituais indígenas, palestras, filmes e mais de 90 expositores de moda e gastronomia afro, o encontro reafirma a força das tradições que moldam o Rio.
O Portal Eu, Rio! entrevistou o curador e idealizador Marcelo Fritz para entender o propósito e a importância desta edição expandida.
Portal Eu, Rio!: Qual o principal objetivo do Encontro das Nações?
Marcelo Fritz: Promover o encontro de povos e comunidades tradicionais de nosso estado com intuito de fortalecer laços, mostrar riquezas e valores através da cultura, arte, música e literatura. Difundindo tradições para a sociedade.
PER: O evento ocorre no mês da Consciência Negra. Há uma intenção política nessa escolha?
MF: Unir forças pois o encontro busca promover a união de segmentos de resistência.
PER: O que o público pode esperar desta edição?
MF: Um encontro inédito, plural e diverso nos aspecto cultural.
PER: O evento também propõe homenagens a mestres e líderes culturais. Como foi feita essa seleção?
MF: Pelo ICAPRA que existe há quase três décadas e que acompanha lideranças e instituições que difundem cultura e tradições.
PER: Que mensagem o senhor espera que o público leve ao final do Encontro?
MF: Que há diferentes e ricos aspectos culturais em nossa sociedade, e que esta visão traga a reflexão da formação de nossa identidade e assim propagar a paz, respeito e liberdade.