Presidente da Comissão de Servidores da Alerj, Flávio Serafini protocolou pedido de instalação de CPI sobre aplicações do RioPrevidência no Banco Master, feitas às vésperas da liquidação. Foto: Ascom
O deputado estadual Flavio Serafini, presidente da Comissão de Servidores da Alerj, protocolou projeto de resolução para instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar investimentos realizados pelo Rioprevidência, pela Cedae e por outras instituições públicas estaduais no Banco Master e em suas empresas coligadas ou subsidiárias. O projeto precisa ir à plenário e ser aprovado
A iniciativa busca apurar as circunstâncias, o planejamento, a execução e os possíveis impactos financeiros e patrimoniais dessas operações, especialmente após a decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central.
Ouça no Podcast do Eu, Rio! o depoimento do deputado Flávi Serafini (PSOL) sobre o protocolo de instalação de uma CPI para investigar as aplicações do RioPrevidência e da Cedae no Banco Master.
A CPI será responsável por examinar riscos, prejuízos potenciais e eventuais irregularidades envolvendo a aplicação de recursos públicos em títulos financeiros emitidos ou administrados pelo conglomerado Master. Entre os pontos centrais da investigação estão os efeitos sobre a solvência do Rioprevidência, a segurança dos ativos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões, e a responsabilidade de gestores públicos envolvidos nas decisões de investimento.
O colegiado contará com sete membros titulares e sete suplentes, com prazo inicial de 90 dias para conclusão dos trabalhos, podendo ser prorrogado conforme previsto no Regimento Interno da Alerj.
A criação da CPI reforça o compromisso do Parlamento fluminense com a transparência, o controle dos recursos públicos e a proteção do patrimônio previdenciário do Estado.
- O Estado teve um prejuízo bilionário porque agentes descumpriram normas que protegem os recursos públicos e ignoraram alertas dos órgãos de controle. Está evidente que houve um direcionamento para favorecer o Banco Master. Precisamos entender os impactos nas contas públicas e nos direitos dos servidores, além de identificar a cadeia de comando para que o Rio deixe de ser saqueado por quadrilhas colarinho branco - comentou Flavio Serafini, que presidiu a CPI do RioPrevidência na Alerj entre 2019 e 2021