Portal de Notícias Administrável desenvolvido por Hotfix

Na ponta do lápis

Defesa do Consumidor da Alerj alerta que pesquisa de preços não pode faltar na lista do material escolar

Itens como canetas, cadernos e mochilas sofrerão reajuste de até 12%, e mensalidades escolares, de 9,8% em média


Expectativa é de altas de até 12% nos custo da lista de material escolar, mas pesquisa de preços permite explorar descontos em lojas diferentes conforme o item. Foto: Agência Brasil

Terminadas as festas de fim de ano, pais e responsáveis já começam a corrida para a compra do material escolar, que esse ano deverá ter um reajuste médio entre 9% e 12% impactando diretamente nos preços de lápis, cadernos, mochilas e demais produtos. Já a mensalidades escolares deverão sofrer um aumento médio de cerca de 9,8% em relação a 2025. Para orientar os consumidores, o vice-presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, deputado Dionísio Lins ( Progressista), alerta que uma boa estratégia para economizar na compra do material escolar é fazer um planejamento e uma lista do que realmente se precisa para não comprar por impulso; a reutilização de mochilas e itens que estejam em bom estado também colabora na redução dos gastos. Além disso, o consumidor deve sempre negociar para obter o máximo de desconto possível, já que de acordo com o Instituto QuestionPro e Locomotiva, gastos com livros e materiais tem um impacto de 84% no orçamento familiar.

- É necessário e prudente que o consumidor faça uma pesquisa de preço em vários estabelecimentos antes de realizar a compra do material escolar e que cobre e reclame sempre que se sentir lesado em seus direitos, já que os órgãos de defesa do consumidor estão aí para esclarecer qualquer dúvida. E lembre-se: até que se prove o contrário, você tem sempre razão - garantiu o parlamentar

Atenção na hora de renovar matrícula, com mensalidades reajustadas pelo dobro da inflação

Com a possibilidade de reajuste entre 9,8% e 10% nas mensalidades escolares aqui no Rio de Janeiro, começou, porque não dizer, uma verdadeira batalha entre pais e responsáveis junto às instituições de ensino na hora da renovação da matrícula para 2026. Para orientar os responsáveis, o vice-presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa, deputado Dionísio Lins, destaca o que pode e o que não pode ser cobrado na hora da renovação. Ele dá como exemplo a cobrança de taxa de reserva de matrícula para o próximo período, no qual deve ser observado o prazo estabelecido pela instituição para a desistência da vaga, inclusive com a devolução de valores que já tenham sido feitos; por isso é necessário que tudo seja feito por escrito antes de efetuar qualquer pagamento.

- Que fique claro que os estabelecimentos de ensino devem apresentar uma planilha com o aumento de despesas e possíveis reajustes, proposta de contrato, valor da anuidade e o número de vagas por sala com 45 dias antes da data da matrícula, sendo fundamental que esse contrato tenha uma linguagem simples e clara, devendo constar os direitos e deveres das partes e ficar anexado em local de fácil acesso - explicou.

O parlamentar lembra ainda que no caso de inadimplência, o aluno não poderá sofrer nenhum tipo de sanção ou constrangimento por parte do estabelecimento de ensino, como a retenção de documentos, suspensão de provas ou ser impedido de entrar na sala de aula. Além disso, as cobranças indevidas feitas pela instituição deverão ser restituídas em dobro e com juros.

Ouça no Podcast do Eu, Rio! a orientação do vice-presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Alerj, deputado Dionísio Lins, sobre os direitos dos pais e responsáveis na renovação de matrículas e na compra de material escolar.

Assine o Portal!

Receba as principais notícias em primeira mão assim que elas forem postadas!

Assinar Grátis!

Assine o Portal!

Receba as principais notícias em primeira mão assim que elas forem postadas!

Assinar Grátis!