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A oncologista Clarissa Baldotto, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), foi convidada para integrar o corpo internacional de especialistas em câncer de pulmão da ESMO (European Society for Medical Oncology), uma das principais entidades globais da oncologia. ?
Baldotto vai produzir conteúdos educacionais e aulas para oncologistas de diferentes países e colaborar em diretrizes clínicas que orientam a adoção de novos tratamentos para o período 2026–2030.
A ESMO é referência internacional por reunir especialistas que organizam congressos, desenvolvem conteúdo educacional e publicam diretrizes clínicas usadas por médicos e serviços de saúde em diferentes regiões.
“Recebo esse convite com senso de responsabilidade e orgulho. É uma oportunidade de levar a experiência brasileira para um espaço global de educação médica em um tema urgente: o câncer de pulmão, que segue entre os mais letais. Quando a doença chega ao estágio metastático, o tratamento exige decisões rápidas, precisão e atualização constante”, afirma Clarissa.
Na prática, a presença de uma brasileira nesse grupo amplia a representatividade do Brasil em espaços onde se definem prioridades científicas e recomendações clínicas que influenciam o cuidado oncológico no mundo.
Câncer de pulmão é um dos maiores desafios da medicina oncológica
O câncer de pulmão é hoje um dos maiores desafios da oncologia pela alta letalidade e por frequentemente ser diagnosticado tardiamente. No mundo, é a principal causa de morte por câncer, com estimativa de 1,8 milhão de óbitos por ano, sendo 30 mil apenas no Brasil. Os dados são da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), que faz parte da Organização Mundial da Saúde (OMS).
“Quando a doença está metastática, isto é, quando se espalha para outros órgãos, o cenário se torna ainda mais complexo, exigindo decisões rápidas e altamente especializadas, além de acesso a terapias modernas e diretrizes atualizadas. Estudos apontam que o câncer de pulmão tem prognóstico desfavorável, com sobrevida em 5 anos inferior a 18% em estimativas amplas”, explica Baldotto.
Recentemente, Clarissa Baldotto também passou a integrar o Board da IASLC (International Association for the Study of Lung Cancer), entidade global dedicada ao câncer de pulmão e tumores torácicos, ampliando a presença brasileira nas discussões internacionais sobre a doença.