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O que os pais precisam saber para proteger bebês e crianças no verão

Especialistas explicam os cuidados essenciais com a pele infantil, os erros mais comuns e como escolher o protetor solar ideal

Por Portal Eu, Rio! em 19/01/2026 às 12:45:40

Foto: Reprodução

Com as temperaturas mais altas e as atividades ao ar livre mais frequentes, o verão exige atenção redobrada quando o assunto é a proteção da pele de bebês e crianças. No Brasil, país com altos índices de radiação ultravioleta durante praticamente todo o ano, a exposição solar inadequada na infância pode trazer consequências a longo prazo, como envelhecimento precoce da pele e aumento do risco de câncer cutâneo na vida adulta. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer - INCA pesquisas indicam que a infância é uma fase particularmente vulnerável aos efeitos nocivos do sol e a exposição cumulativa e excessiva durante os primeiros 10 a 20 anos de vida aumenta muito o risco de câncer de pele na fase adulta ou velhice.

Segundo a pediatra Alana Zorzan, cofundadora da plataforma Mini Löwe, bebês com menos de 6 meses não devem ser expostos diretamente ao sol. “A pele do bebê é imatura e muito sensível. A recomendação é evitar completamente a exposição direta, priorizando sempre a sombra”, explica. Em passeios inevitáveis, a orientação é utilizar carrinhos com capa de proteção UV, chapéus, guarda-sol com fator de proteção acima de 50 e roupas leves, porém compridas.

A partir dos 6 meses, a criança já pode se expor ao sol, mas os cuidados continuam sendo regra. Horários mais seguros, antes das 10h e após as 16h, são fundamentais, assim como o uso de roupas com proteção UV, chapéus de abas largas e óculos de sol adequados. “O protetor solar deve ser aplicado antes da exposição e reaplicado a cada duas horas, ou após entrar na água, suar muito ou se secar com a toalha”, orienta a pediatra. O FPS recomendado varia entre 30 e 50, com preferência para fórmulas indicadas para peles sensíveis. Em crianças com pele mais reativa ou atópica, os filtros físicos seguem sendo a melhor opção.

Alana Zorzan explica que os filtros físicos, feitos à base de minerais como óxido de zinco e dióxido de titânio, criam uma barreira na pele que reflete os raios solares e, por isso, são mais indicados para bebês e crianças pequenas. “A partir dos 6 meses, já podem ser usados filtros químicos ou híbridos, desde que a pele tolere bem. Mas, em caso de sensibilidade, o físico ainda é o mais seguro”, afirma.

Mesmo atentos, muitos pais acabam cometendo erros comuns no dia a dia. Entre os mais frequentes estão esquecer a reaplicação do protetor, não passar o produto em regiões como orelhas, pés e mãos, aplicar o protetor e se expor ao sol imediatamente e dispensar a proteção em dias nublados, quando a radiação ultravioleta continua presente.

A dermatologista Paola Janina Ledesma destaca que o uso do protetor solar é essencial, mas algumas reações podem ocorrer, geralmente de forma leve e passageira. “Vermelhidão leve, ardor, coceira ou pequenas bolinhas são reações comuns, muitas vezes associadas a fragrâncias, conservantes ou à textura do produto”, explica. Também podem surgir ardência nos olhos e brotoejas, especialmente em dias muito quentes ou quando o produto escorre durante as atividades ao ar livre.

Segundo a especialista, os pais devem procurar um dermatologista quando houver vermelhidão intensa ou persistente por mais de 48 horas, coceira importante, inchaço, formação de bolhas, dor ou ardor que impeçam o uso do produto, ou ainda reações recorrentes sempre que o mesmo protetor é aplicado. “O dermatologista pode orientar a escolha da melhor fórmula e ajustar a rotina de cuidados, garantindo segurança e conforto para a criança”, afirma a médica.

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