TOPO - PRINCIPAL - CARNAVAL 2026 NITERÓI - 1190X148TOPO - PRINCIPAL - BOM PAGADOR - 1190X148

Evento gratuito na Aldeia Marakanã terá exibição de filmes históricos

Debates serão sobre o olhar contracolonial com rituais e apresentações musicais

Por Portal Eu, Rio! em 21/01/2026 às 19:28:51

Foto: Divulgação

A Aldeia Marakanã será palco de um marco para o audiovisual brasileiro no próximo sábado (24): a formatura da turma de 2025 do Cine Tekó – Escola de Cinema Contracolonial. Mais do que uma cerimônia de certificação, o evento celebra a apropriação das ferramentas do cinema por novos olhares, transformando a câmera em instrumento de defesa territorial, memória e reconstrução de imaginários.

Com uma programação que se estende das 13h às 22h, o evento materializa o eixo filosófico da escola: descolonizar o cinema. Se historicamente as lentes serviram para “enquadrar” o indígena sob uma ótica exótica ou tutelada, no Cine Tekó a lógica é invertida. Aqui, a técnica serve à cosmologia, e a narrativa é retomada por quem vive a história.

A programação destaca, às 15h, a roda de conversa “O cinema contracolonial e o olhar originário das artes visuais”. O debate reunirá o cineasta e jornalista Patrick Granja, o cacique e pesquisador Urutau Guajajara e o educador e fundador da Escola de Artes Tendy Koatiara, Ricardo Tupinambá. A mesa propõe uma reflexão sobre como a estética e a política se entrelaçam na luta pelos direitos originários.

À noite, a tela se acende para obras fundamentais. A veterana documentarista Vik Birkbeck apresenta “Da UNI para a ONU”, um registro histórico da primeira organização indígena do Brasil; e “Etogo”, ao lado do antropólogo e realizador indígena Idjahure Kadiwel. A sessão segue com a cineasta Natália Tupi, que exibe “Os sonhos guiam”, obra que explora a dimensão onírica e espiritual do povo Guarani Mbya.

A Aldeia Marakanã, território sagrado de resistência urbana, vibrará com a força do Coral Guarani da Aldeia Mata Verde Bonita e do anfitrião Coral Guajajara, que entoam cânticos ancestrais como ato político de existência. Encerrando a noite, a festa fica por conta do grupo Moleques da Pisadinha, provando que a cultura indígena é viva, dinâmica e também ocupa os espaços da música pop e do forró.

POSIÇÃO 3 - DENGUE 1190X148
Saiba como criar um Portal de Notícias Administrável com Hotfix Press.