Os bairros Jardim Botânico e Jacarepaguá lideraram, em 2025, a valorização de imóveis grandes (acima de 125 m²) no Rio de Janeiro. No Jardim Botânico, o preço por metro quadrado saltou 42% em relação a 2024, enquanto Jacarepaguá registrou alta de 34% no período. Já entre os imóveis compactos (até 65 m²), Del Castilho, Barra da Tijuca e Santo Cristo apareceram entre os maiores crescimentos do ano.
O levantamento foi feito pela Loft, empresa de tecnologia e serviços financeiros para imobiliárias, com base em anúncios residenciais publicados nas principais plataformas digitais que operam na capital fluminense. A comparação considera o último trimestre de 2025 com o mesmo período do ano anterior.
“Apesar das condições desafiadoras impostas pelas taxas de juros, algumas tipologias conseguiram se destacar em 2025. É o caso dos imóveis maiores, sobretudo em bairros já consolidados ou em regiões que passam por transformação urbana.”, afirma o gerente de dados da Loft, Fábio Takahashi. "Como o financiamento tem peso menor nesse segmento, a demanda tende a se manter mais resiliente.”
Imóveis amplos ganham força em bairros tradicionais e na Zona Oeste
O Jardim Botânico liderou a valorização entre os imóveis acima de 125 m², com alta de 42% no preço por metro quadrado e tíquete médio superior a R$ 4,8 milhões. Na sequência aparecem Jacarepaguá, com crescimento de 34%, e Barra da Tijuca, que avançou 22%, refletindo tanto a busca por imóveis maiores quanto a oferta mais diversificada dessas regiões.
Também se destacaram bairros tradicionais como Leme (21%), Gávea (14%), Santa Teresa (13%) e Urca (9%), além de áreas da Zona Oeste, como Vargem Grande e Recreio dos Bandeirantes. O movimento indica que a valorização dos imóveis de maior metragem ocorreu de forma relativamente espalhada pela cidade.
Bairros como Lagoa, São Conrado e Botafogo também registraram crescimento, ainda que em ritmo mais moderado, reforçando a resiliência de regiões bem localizadas no segmento de imóveis amplos.
Contraste com imóveis compactos
O comportamento foi parcialmente diferente no segmento de imóveis de até 65 m². Nesse recorte, os maiores avanços se concentraram em bairros com preços de entrada mais baixos ou em regiões em processo de renovação urbana. Del Castilho, por exemplo, teve alta de 28% no preço por metro quadrado, enquanto Santo Cristo avançou 19%.
Ainda assim, bairros nobres e turísticos como Ipanema, Leblon, Copacabana, Flamengo e Botafogo também apareceram entre os destaques dos imóveis compactos, indicando que a demanda por unidades menores e bem localizadas segue aquecida, mesmo em um cenário de crédito mais restritivo.
“No mercado de imóveis menores, especialmente fora das áreas mais caras da cidade, as famílias costumam depender mais do crédito”, afirma Takahashi. “Mas, como o valor total do imóvel é mais baixo, muitos compradores ainda conseguem fechar negócio, sobretudo em regiões com boa infraestrutura e acesso a transporte.”
Metodologia
O balanço considera anúncios residenciais publicados nas principais plataformas imobiliárias digitais, processados pela Loft para remoção de duplicidades e inconsistências. Foram analisados valores de tíquete médio e preço por metro quadrado no quarto trimestre de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024.
Foram considerados apenas bairros com ao menos 200 anúncios ativos em 2025.
Imóveis acima de 125m2 – maiores crescimentos
Imóveis até 65m2 – maiores crescimentos