Última escola a desfilar neste segundo dia do Grupo Especial, a Unidos da Tijuca levou para a Sapucaí a história de Carolina Maria de Jesus, escritora brasileira e uma das maiores vozes negras da literatura do país. A vida e a obra da escritora passaram na Avenida em alas bastante expressivas e alegorias grandiosas, repletas de esculturas muito bem acabadas.
A agremiação do Borel não fez um desfile luxuoso, conseguiu emplacar um belo samba, mas não empolgou como a Viradouro. O canto emocionado da comunidade, que comprou o enredo e também o samba, foi comovente,o que deve levar a escola para o Desfile das Campeãs
O enredo desenvolvido pelo carnavalesco Edson Pereira teve correto tom de denúncia do racismo que confinou Carolina no desterro dos trabalhos braçais. O bom samba passou sob o ritmo preciso da bateria de mestre Casagrande. A influenciadora Mileide Mihaile fez sua estreia na função de rainha.
O casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira Lucinha Nobre e Matheus Miranda executaram bem as suas apresentações nos módulos dos jurados.