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De onde partem os tiros

Letalidade policial em chacinas mais que dobra no Grande Rio

Quatro em cada dez tiroteios envoveram agentes de segurança, de acordo com o Instituto Fogo Cruzado


Operação Contenção, nos Complexos do Alemão e da Penha, foi a ação policial mais letal da História do Brasil, e contribuiu pra registros recordes de mortalidade violenta no Grande Rio. Foto: Tomaz Sil

Um levantamento do Instituto Fogo Cruzado, divulgado nesta quinta-feira (26), revela que a violência armada na Região Metropolitana do Rio de Janeiro permaneceu em patamares elevados em 2025.

O estudo identificou 2.315 tiroteios na região, o menor patamar de violência armada no Rio desde 2017, quando a série histórica começou. Porém, 39% dos tiroteios ocorreram em ações policiais. Essa é a maior proporção de tiroteios envolvendo policiais já registrados pelo Fogo Cruzado.

Apesar da redução no número de tiroteios, a letalidade aumentou. Ao todo, 1.722 pessoas foram baleadas no Grande Rio — uma média de quase cinco por dia —, representando um salto de 10% em relação às 1.568 vítimas de 2024.

O balanço aponta que 944 pessoas morreram (alta de 23%) e 778 ficaram feridas.

Letalidade policial

Ainda de acordo com o levantamento, o número de mortos em operações policiais na Região Metropolitana do Rio chegou a 460 em 2025, alta de 52% na comparação com o ano anterior.

Ao menos 155 agentes de segurança foram baleados no ano passado. Houve 133% de aumento de mortos em chacinas policiais ante 2024.Chama atenção, no relatório do Fogo Cruzado, o crescimento dos confrontos entre grupos armados. Em 2025, disputas por território aumentaram 26% em relação ao ano anterior.

Os reflexos das disputas territoriais impactam no funcionamento dos serviços públicos essenciais. Na Região Metropolitana do Rio, a violência armada comprometeu o calendário escolar, resultando na interrupção de 47 dias letivos devido a confrontos.

Refino de cocaína

O estudo identificou 550 laboratórios de processamento de cocaína desmantelados no Brasil entre janeiro de 2019 e julho de 2025. Destes, 159 realizavam refino propriamente dito e 370 faziam adulteração da droga.

Os dados do Fogo Cruzado indicam que o Brasil deixou de ser apenas mercado consumidor e corredor de exportação para se tornar centro relevante de refino.

Ouça no Podcast do Eu, Rio! a reportagem da Rádio Nacional sobre o crescimento da letalidade policial no Grande Rio, de acordo com levantamento do Instituto Fogo Cruzado.


RadioAgência Nacional

Instituto Fogo Cruzado Tiroteios Rio de Janeiro Letalidade policial

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