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O Rugido do Barradão

Vitória anula o Flamengo e avança na Copa do Brasil

Com uma atuação taticamente impecável e um coração na ponta da chuteira, equipe baiana venceu com autoridade


Foto: Gilvan de Souza

O futebol tem dessas noites em que o peso da camisa e o favoritismo ficam do lado de fora do portão. Na noite desta quinta-feira (14), o Barradão não foi apenas um estádio; foi uma caldeira que cozinhou as pretensões do Flamengo. Com uma atuação taticamente impecável e um coração na ponta da chuteira, o Vitória venceu o Rubro-Negro carioca por 2 a 0, revertendo o placar agregado para 3 a 2 e garantindo sua vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil.

O Início Avassalador

O roteiro do crime começou a ser escrito cedo. Quem esperava um Vitória cauteloso por conta da desvantagem do jogo de ida se enganou. Logo aos 6 minutos, o Barradão explodiu: Erick recebeu pela direita, bailou sobre a marcação e, com a confiança de quem conhece cada centímetro daquela grama, soltou um petardo no ângulo. Um gol de placa que não só abriu o placar, mas mudou a temperatura emocional do confronto.

O Flamengo, visivelmente atordoado, tentou reagir através da posse de bola (terminando o jogo com 62%), mas esbarrava em uma barreira defensiva montada por Jair Ventura que parecia intransponível. Quando Bruno Henrique finalmente conseguiu furar o bloqueio no fim do primeiro tempo, parou no reflexo milagroso de Lucas Arcanjo, que garantiu a vantagem parcial antes do intervalo.

O Golpe de Misericórdia

No segundo tempo, o técnico flamenguista tentou dar mais volume ao time, mas a noite era soteropolitana. Aos 16 minutos, após uma cobrança de escanteio que gerou o caos na área carioca, a bola sobrou para Luan Cândido. O lateral não teve dúvidas: em um voleio plástico e preciso, ampliou a contagem. A bola ainda roçou em Rossi antes de morrer no fundo da rede, selando o destino da partida.

A partir daí, o que se viu foi um Flamengo nervoso, simbolizado pelos cartões amarelos de Carrascal e Varela, e um Vitória senhor de si. Mesmo com a pressão final e os cruzamentos de Samuel Lino e Cebolinha, o sistema defensivo liderado por Zé Vitor e Cacá foi soberano.

Conclusão: A Fé em Vermelho e Preto

Ao apito final, o silêncio dos visitantes contrastou com o Carnaval antecipado nas arquibancadas. O Vitória desbanca um dos gigantes do continente com méritos de quem soube sofrer e, acima de tudo, soube atacar nos momentos fatais.

Para o Flamengo, resta o gosto amargo de uma eliminação precoce e a pressão sobre o elenco estelar. Para o Leão, fica a certeza de que, quando o Barradão joga junto, não há vantagem que não possa ser revertida. O Vitória está nas oitavas, e o Brasil inteiro agora olha com mais respeito para o Rubro-Negro da Boa Terra.

Destaques do Jogo

• O Craque: Erick (Vitória) – Pelo gol cedo que mudou o panorama tático.

• A Muralha: Lucas Arcanjo (Vitória) – A defesa no chute de Bruno Henrique foi o divisor de águas.

• Ponto Baixo: A desorganização ofensiva do Flamengo diante de uma defesa fechada.


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