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Venceu com autoridade

Brasil joga bem, vence com tranquilidade em Miami e confirma liderança do Grupo C

Time de Carlo Ancelotti mostra evolução tática, Vini Jr. brilha e Neymar marca seu retorno à Seleção


Vini Jr comemora o primeiro gol do Brasil. Foto: Fifa

O Brasil venceu a Escócia com tranquilidade, por 3 a 0, hoje, no Hard Rock Stadium, em Miami. E se o técnico Carlo Ancelotti queria usar o jogo como uma confirmação, dá para sacramentar várias coisas: a equipe fez um jogo equilibrado, consistente e está em franca evolução, exatamente como queria o treinador.

Com o resultado, a Seleção Brasileira se classificou em primeiro lugar no Grupo C da Copa do Mundo 2026, com sete pontos. Com a mesma pontuação, mas perdendo no saldo de gols, o Marrocos ficou na segunda posição da chave após vencer o Haiti.

A partida marcou o sucesso do novo desenho tático adotado por Ancelotti pelo segundo jogo consecutivo. Formando um losango 4-4-2 no meio-campo, a equipe fica mais distribuída, com Lucas Paquetá na faixa direita, Bruno Guimarães na esquerda e Casemiro centralizado à frente da zaga. Esse esquema libera Vini Jr. e o atacante pela direita para criarem — neste caso, Rayan, que entrou muito bem e foi uma ótima solução para o lugar do machucado Raphinha.

A chave para destravar a defesa escocesa foi o trabalho de pressão alta desde lá da frente. Logo aos sete minutos, Rayan apertou McKenna, travou o passe do zagueiro e a roubada de bola virou um presentaço para Vini Jr. Com tranquilidade, o camisa 7 driblou o goleiro Angus Gunn e tocou para o gol vazio. O 1 a 0 precoce foi apenas um prenúncio de que o jogo seria de Vini.

Nos acréscimos do primeiro tempo, aos 48 minutos, o craque marcou o segundo do Brasil.

Com o desempenho de hoje, Vini Jr. chegou a quatro gols nesta Copa e se coloca de vez no bolo de protagonistas da competição.

A marca possui um grande peso: desde Neymar, em 2014, um jogador da Seleção Brasileira não fazia quatro gols em uma única edição de Copa do Mundo.

Na volta do intervalo, o Brasil manteve o ritmo. O primeiro gol da Seleção em um segundo tempo neste Mundial veio em uma jogada muito bonita, com troca de passes e mais uma assistência de Bruno Guimarães. O presente da vez foi para Matheus Cunha. O atacante, que já tinha feito dois gols contra o Haiti, emplacou mais um aos 15 minutos da etapa final e voltou a repetir a comemoração de surfista.

Com 3 a 0 estampado no placar, a Escócia ainda tentava diminuir em jogadas pelo alto. Os europeus até venceram duelos importantes na área brasileira, mas o goleiro Alisson fez uma ótima defesa na chance mais clara adversária.

Para cadenciar o duelo, antes mesmo da pausa para beber água, Ancelotti já tratou de sacar Casemiro, que estava pendurado com cartão amarelo, e também Lucas Paquetá.

O italiano apostou nas entradas de Fabinho e Gabriel Martinelli, deixando a equipe com um jogador mais agudo para a faixa esquerda do campo.

A reta final da partida ainda reservou um momento histórico para os torcedores: foi justamente nesta partida contra a Escócia que Neymar estreou na Copa 2026. Substituindo Matheus Cunha, o camisa 10 voltou a atuar pela Seleção Brasileira depois de aproximadamente dois anos e sete meses afastado.

O que ainda precisa ser confirmado agora é o adversário no próximo jogo. Garantido no mata-mata, o Brasil volta a atuar na segunda-feira, às 14h, em Houston, contra o segundo colocado do grupo que tem Holanda, Japão e Suécia.

FICHA TÉCNICA

ESCÓCIA 0 X 3 BRASIL

Local: Hard Rock Stadium, em Miami (EUA)

Gols: Vini Jr. (7' e 48' do 1ºT), Matheus Cunha (15' do 2ºT)

Cartões amarelos: Danilo, Fabinho (Brasil); Christie (Escócia)

Árbitro: Cesar Ramos (México)

Assistentes: Alberto Morin e Marco Bisguerra (México)

Brasil: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos (Alex Sandro); Casemiro (Fabinho), Bruno Guimarães e Paquetá (Gabriel Martinelli); Rayan (Endrick), Matheus Cunha (Neymar) e Vini Jr. Técnico: Carlo Ancelotti.

Escócia: Angus Gunn; Nathan Patterson (Ralston), Jack Hendry, Scott McKenna e Andy Robertson (Tierney); Ferguson, McLean e McTominay; McGinn, Ben Doak (Christie) e Shankland. Técnico: Steve Clarke.

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