Além de entreter o público com shows nacionais e internacionais, o Rock in Rio, ao longo dos 41 anos de exibição, vem reforçando o foco em causas sociais e ambientais. Esse propósito avançou principalmente a partir de 2001, quando foi criado o projeto Por Um Mundo Melhor.
A edição 2026 começou nessa sexta-feira (4), na Cidade do Rock, na Barra da Tijuca, zona sudoeste da cidade. Entre as atrações estão Elton John, Gilberto Gil, Foo Fighters, Ivete Sangalo, DJ Alok, Maroon 5, Black?Eyed?Peas, Nelly e Barão Vermelho.
De acordo com a organização do festival, a atuação do Rock in Rio em projetos socioambientais soma R$ 118 milhões investidos, mais de 200 instituições apoiadas e mais de 1 milhão de pessoas beneficiadas diretamente.
Na área social, o projeto de combate à fome Ação da Cidadania mantém parceria com o evento musical há 25 anos. O público poderá conhecer mais detalhes ao visitar a área exclusiva construída no Rock in Rio.
“Lá, você vai poder conhecer de perto o nosso trabalho e a nossa história, que começou com Betinho há mais de 33 anos, fazer sua doação e se juntar à Ação da Cidadania no combate à fome”, informou em seu perfil no Instagram.
A parceria nesta edição tem a meta de alcançar 2 milhões de pratos de comida. No gramado da Cidade do Rock, foi instalado o Pratômetro – painel que vai mostrar, em tempo real, a quanto caminham as doações até o último dia de shows.
“Nesta edição avançamos mais uma vez com a parceria com a Ação da Cidadania. A gente tem trabalhado as áreas social e ambiental em três escalas, aquilo que é o curto, médio e longo prazos”, explicou Roberta Medina, vice-presidente executiva da Rock World, empresa produtora do festival.
De acordo com ela, no curto prazo o foco é o combate à fome, em parceria com a Ação da Cidadania. Nas atuações de médio prazo, a vice-presidente destacou a parceria histórica com a organização Gerando Falcões, que desenvolve o projeto Favela 3D.
“É uma transformação lindíssima em favelas de pequena escala para melhorar a vida e trazer dignidade, cortar ali o nível mais brabo de pobreza e para que as pessoas possam voar e fazer as suas jornadas."
No longo prazo, estão projetos na área ambiental. A preocupação com as mudanças climáticas, levou o Rock in Rio a desenvolver ações que são acompanhadas até no exterior, como a Amazônia Live para a conscientização ecológica e preservação da Floresta Amazônica já realizada por duas vezes.
“Conversamos para fora e para dentro. Para fora as iniciativas sociais, para dentro os compromissos de como gerir resíduo, como tratar da água e do consumo de energia. A gente vem buscando sempre formas de evoluir e minimizando impacto ambiental ampliando o impacto social e econômico.”
Acessibilidade
Nesta edição terá também o espaço destinado às pessoas com deficiência. Tudo feito para a acessibilidade e inclusão. “Cada edição tem mais cadeirantes, mais pessoas com problema de visão ou de audição. Tem a sala de sensibilização sensorial para acolher os neurodivergentes. Isso faz com que a diversidade interna vá crescendo cada vez mais e essa é a nossa intenção”, ressaltou Roberta Medina.
Combate à violência
A busca por uma Cidade do Rock mais diversa, segura e acolhedora ganhou nesta edição lugar de conscientização, prevenção e combate à violência. O Espaço Plural destaca o enfrentamento à violência de gênero, por meio de conteúdos imersivos. Em outro ponto, o Espaço Delas será um local de conexão entre mulheres.
“Com essas iniciativas, o Rock in Rio amplia sua atuação para além dos palcos e reforça uma mensagem que acompanha a experiência do festival: respeito, cuidado e pertencimento também fazem parte do show”, acrescentou a vice-presidente.
Agência Brasil