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Eleger Lula e senadoras de esquerda no RJ: em defesa da classe trabalhadora

* Por Waldeck Carneiro, Professor Titular da UFF e Candidato a Deputado Estadual pelo PT-RJ

Em 14/09/2026 às 18:37:23

Nas eleições de 2026, estão em jogo a manutenção ou a retirada de direitos da classe trabalhadora brasileira, com forte ênfase no fim da escala 6 x 1; o papel do Estado, com potente capacidade indutora ou drasticamente minimizado, na agenda do desenvolvimento nacional e na regulação das relações econômicas e sociais; o lugar dos órgãos e serviços públicos, cada vez mais afetados pela lógica das privatizações ou fortalecidos no processo de garantia de direitos e promoção da cidadania.

Na pauta do Congresso Nacional, na próxima legislatura, teremos um decisivo capítulo do embate entre um projeto civilizatório, pautado na defesa do Estado Democrático de Direito, na superação das desigualdades, no enfrentamento à prepotência do capital financeiro e no respeito às diversidades, e um projeto que aposta na barbárie: ataques à democracia e às suas instituições e incitações ao ódio, à violência e à intolerância nas relações políticas e sociais, bem como desmonte do Estado e sucateamento dos direitos da classe trabalhadora, pautas, nestes dois últimos casos, em que a extrema direita e a direita neoliberal encontram seu ponto de interseção mais evidente.

Nesse contexto, no Rio de Janeiro, a reeleição de Lula e a eleição de duas senadoras de esquerda são absolutamente estratégicas. Aliás, é precisamente nessa linha que se insere a manifestação de apoio à candidatura ao Senado de Monica Benício (PSOL), por parte de inúmeros militantes petistas. Ressalte-se que a referida candidata e seu partido apoiam, nas eleições de 2026, a reeleição do presidente Lula e a eleição de Benedita da Silva (PT) para o Senado. Trata-se, portanto, de oportunidade histórica para eleger duas senadoras integralmente comprometidas com as pautas do governo Lula e os interesses da classe trabalhadora, raramente privilegiados em um Congresso Nacional repetidamente associado às posições conservadoras das elites nacionais.

Não se pode despolitizar o processo eleitoral, mormente na disputa para a Câmara Alta da República, Casa parlamentar que dispõe de poderes estratégicos e que tem resistido a várias propostas progressistas do governo Lula III. Assim, contar no Senado com uma representação do RJ formada por duas senadoras inequivocamente comprometidas com o serviço público como instrumento de garantia de direitos, especialmente aos mais vulneráveis, e, logo, frontalmente contrárias à reforma administrativa em tramitação no Congresso, não é pouca coisa! Ter no Senado duas senadoras fluminenses que defendem um Estado mais forte na indução do desenvolvimento, na regulação das relações econômicas e no financiamento das políticas sociais, não é irrelevante! Colocar no Senado duas parlamentares forjadas na luta social, que defendem igualmente a vinculação dos mínimos constitucionais para as áreas de Educação e Saúde, bem como a referência ao salário-mínimo como piso para aposentadorias e demais benefícios previdenciários, não é algo desprezível!

Ademais, a defesa intransigente da democracia contra qualquer tentativa de golpe; da valorização da escola pública e dos(das) profissionais da educação contra o adoecimento e a desvalorização que se abatem sobre o magistério; do enfrentamento prioritário a toda forma de violência contra as mulheres, em face da verdadeira epidemia de feminicídio no RJ e no Brasil, posições claramente assumidas pelas candidatas Benedita da Silva e Monica Benício, tudo isso é argumento extremamente importante!

Como toda a nação petista no Rio de Janeiro, que dedica prioridade absoluta às campanhas de Lula rumo ao tetra e de Benedita de volta ao Senado, estou inteiramente devotado a essas mesmas prioridades nas eleições deste ano. No meu caso, até com muito sacrifício pessoal, por estar em recuperação de uma cirurgia recente, o que, no entanto, não me tirou das ruas um dia sequer.

Assim, não há afronta nem incoerência no fato de que militantes petistas, como eu, façam campanha eleitoral para o Senado, buscando mudar radicalmente 2/3 da representação do RJ naquela Casa, hoje inteiramente ocupada por senadores de extrema direita ou de direita. Sim, porque a eleição de duas senadoras de esquerda, repito, comprometidas com as pautas do governo Lula e os interesses da classe trabalhadora, seria, para o estado do RJ e para o Brasil, uma extraordinária guinada progressista, restaurando momentos gloriosos da representação fluminense no Senado, quando lá tivemos Saturnino Braga, Darcy Ribeiro, Abdias do Nascimento, Geraldo Cândido, Lindbergh Farias e, especialmente, a própria Benedita da Silva. O Rio de Janeiro e o Brasil merecem!

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