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Primeiro caso de leucismo é registrado no Parque Parnaso

Descoberta fará parte de trabalho científico que será publicado no próximo ano pela revista CatNews

Por Marisa Dias em 10/12/2018 às 15:51:47

Foto: Parnaso/Divulgação

O primeiro registro de onça parda com leucismo foi registrado pelo programa de Monitoramento de Biodiversidade do Parque Nacional da Serra dos Orgãos, região serrana do Rio de Janeiro. Armadilhas fotográficas comprovaram a existência do animal através de sensores de presença e temperatura que capturam as imagens, utilizadas pela equipe do parque.

O leucismo, palavra grega que significa "branco", é uma particularidade genética, ou seja, uma alteração que provoca uma despigmentação dos pelos que pode ser total ou parcial. Isso ocorre devido a um gene recessivo, que representa a cor branca em animais que geralmente são coloridos. Essa falta de pigmentação em partes do corpo de algum animal pode ser de fundo genético, metabólico ou até de alimentação.

As imagens revelam ainda que se trata de um animal macho e jovem. Os registros da presença do animal foram feitos em 2013, em dois pontos diferentes. A onça foi vista próximo à região do Bonfim e o outro, perto do Caxambu, ambos localizados a uma altitude de aproximadamente 1.200 metros. Mas, após essa aparição, o animal não foi mais visto andando por essas localidades.

A revista CatNews, da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), irá publicar, o resultado de um trabalho científico que está sendo elaborado. A imagem capturada na cidade de Petrópolis fará parte da publicação que será lançada no próximo ano.

Um Parque chamado Parnaso

Em 1939, com a preocupação de proteger a biodiversidade do trecho da Serra do Mar na Região Serrana do Rio de Janeiro e preservar amostras representativas dos ecossistemas nacionais, foi criado o Parque Nacional da Serra dos ?"rgãos. Ao todo são 20.024 hectares protegidos nos municípios de Teresópolis, Petrópolis, Magé e Guapimirim. .

O Parque abriga mais de 2.800 espécies de plantas catalogadas pela ciência, 462 espécies de aves, 105 de mamíferos, 103 de anfíbios e 83 de répteis, incluindo 130 animais ameaçados de extinção e muitas espécies endêmicas (que só ocorrem neste local).

As primeiras ocupações conhecidas se deram na área mais baixa do Parque, hoje Sede Guapimirim. O casarão que abriga o Centro de Visitantes, Museu Von Martius, na Sede Guapimirim do PARNASO, é remanescente da antiga Fazenda da Barreira, onde, por volta de 1844, iniciou-se a aclimatação e o cultivo da quina Cinchona calisaya ou quina, de onde extrai-se o quinino, composto medicinal fundamental para o tratamento da malária na época. O nome da fazenda remonta a 1845, quando foi implantado posto de cobrança de impostos na trilha que subia a Serra dos ?"rgãos, a barreira da Serra do Couto. Até hoje a localidade é conhecida como Barreira.

A história do local pode ser vista ao longo dos seus trechos que revelam curiosidades do passado. Além do casarão, é possível identificar diversas estruturas em ruínas, provavelmente de terraços da antiga fazenda. A equipe do Museu Nacional-UFRJ, em estudos preliminares, descobriu muros e fundações que parecem ter pertencido à estrutura de contenção ou de secagem da quina ou ainda ao reservatório de água.

Na Sede Guapimirim, a Capela de Nossa Senhora da Conceição do Soberbo, representa significativo remanescente histórico-cultural do período de ocupação colonial do recôncavo da Guanabara, da expansão em direção aos caminhos das Minas Gerais.

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