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Alerj cobra da PM esclarecimentos sobre morte a tiros de bailarino no Engenho da Rainha

Gabriel dos Santos Vieira, de 17 anos, foi atingido pelas costas, na garupa de uma moto a caminho do trabalho

Por Portal Eu, Rio! em 06/05/2025 às 11:55:09

Bailarino e auxiliar de pizzaiolo, Gabriel dos Santos Vieira foi atingido pelas costas em Engenho da Rainha, a caminho do trabalho. Foto: Agência Brasil

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj (CDDHC) recebeu, nesta segunda-feira (5), os familiares de Gabriel dos Santos Vieira, jovem de 17 anos morto a tiros no bairro do Engenho da Rainha, Zona Norte do Rio. Como encaminhamento, a Comissão vai oficiar o Batalhão da Polícia Militar responsável pela região, solicitando esclarecimentos sobre a ação e os questionamentos apresentados pela família.

O atendimento foi realizado na Assembleia Legislativa e contou com a presença de representantes do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos (Nudedh) e do Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cdedica), ambos da Defensoria Pública do Estado, além da ouvidoria do órgão.

Gabriel foi baleado nas costas enquanto estava na garupa de uma moto a caminho do trabalho. A família contesta a versão da Polícia Militar, que alegou haver troca de tiros no local. Segundo relatos recebidos pela Comissão, testemunhas afirmam que não houve confronto, e os próprios familiares apontam que os policiais envolvidos utilizavam câmeras nos uniformes.

Ouça no Podcast do Eu, Rio! o depoimento da presidente da Comissão de Direito Humanos e Cidadania da Alerj, deputada Dani Monteiro, sobre os questionamentos da família de Gabriel dos Santos Vieira à versão da PM.

Durante o encontro, a Comissão e a Defensoria Pública ofereceram acolhimento psicossocial à família, que também recebeu orientações jurídicas. Foi definido que o caso será acompanhado pelo Nudedh e que a Defensoria Pública assumirá a representação legal da família. Até o momento, os parentes não foram chamados para prestar depoimento na delegacia.

“Gabriel era um bailarino, trabalhador, que sonhava em fazer faculdade de dança. Deixa uma família muito forte, apaixonada e enlutada. Preservar sua memória e ajudar a fazer justiça é compromisso da Comissão”, afirmou a deputada Dani Monteiro, presidente da CDDHC. “Estamos diante de mais um caso em que uma família inteira busca respostas e não encontra nem mesmo acolhimento institucional. Estaremos ao lado deles, cobrando transparência das autoridades e garantindo que essa dor não caia no esquecimento”, concluiu.

Por Portal Eu, Rio!
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