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O que têm em comum um tricampeão de parasurfe; um guitarrista que toca o instrumento com os pés; uma repórter, influenciadora digital, atriz e rainha de bateria com Síndrome de Down; um empresário e jogador da seleção brasileira de rúgbi em cadeira de rodas; e um paraskatista com nanismo? Não, não são as deficiências. Na verdade, eles são eficientes, diferentes que fazem a diferença e estão juntos no clipe da música tema do Festival O Que Move Você?, que será lançado neste domingo (06), data que marca os dez anos da Lei Brasileira de Inclusão (LBI).
A música, composta por Pedro Lenz e Caio Leitão, tem cenas solares, felizes, como é feliz a inclusão, como são felizes as pessoas que se sentem incluídas, fazendo parte da sociedade em que vivem. Com direção de Rafael Cabral e consultoria especial audiovisual de Rogério “Papinha” Gomes, contou com Davizinho, Johnatha Bastos, Caio Sampaio, Fernanda Honorato, Arthur Isaac, Vitória e Sorrindo RJ no elenco, e participação especial de Diogo Novaes, da banda Fuze.
“O clipe é mais do que uma música. É o amor por meio da arte. Um manifesto para inspirar a sociedade, que vem atravessando um período obscuro da nossa humanidade. Não é só sobre a superação, e sim sobre o protagonismo das pessoas com deficiência. A diferença faz toda a diferença”, explica Caio Leitão, idealizador do Festival O que Move Você?, que terá sua segunda edição em setembro, e cofundador da Embaixadores da Alegria, primeira escola de samba do mundo com acesso aberto a pessoas com deficiência.
O clipe mostra um Rio de Janeiro da diversidade. Das pessoas com coração forte, que correm atrás de seus propósitos com o sorriso no rosto. Não há limite se a vontade é mais forte. “Reunimos amigos extraordinários do audiovisual brasileiro que compraram essa ideia. Uma equipe artística superpremiada internacionalmente, que trouxe a humanidade das novelas e do cinema, que soube contar uma história sob medida de muita empatia e positividade”, explica Caio, que reconhece que ainda há muito a fazer para avançar na LBI. “Mas, se depender da Embaixadores da Alegria, a inclusão sempre estará equalizada com e sem deficiência”, conclui ele.