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Elefante-marinho aparece em Niterói e Maricá encantando banhistas

Mamífero marinho veio da Patagônia e parou para descansar nas pedras da orla niteroiense

Por Portal Eu, Rio! em 26/07/2025 às 22:31:43

Foto: Divulgação/Lucas Benevides

Um visitante inesperado chamou a atenção de banhistas e moradores de Niterói neste sábado (26). Um elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina) apareceu sobre as pedras da Praia de Piratininga, na Região Oceânica, encantando quem passava pelo local.

Apesar de incomum, a presença desse tipo de animal no litoral fluminense é esperada durante o inverno no Hemisfério Sul. Jovens da espécie, vindos da Patagônia, costumam se afastar das colônias em busca de alimento ou apenas para descansar.

Para garantir a segurança do animal e dos curiosos, a Guarda Ambiental de Niterói, em parceria com a empresa de monitoramento ambiental Econservation, isolou a área em um raio de 40 metros. Veterinários do instituto estão acompanhando o caso.

“Já acompanhávamos seu trajeto desde Maricá. O isolamento é essencial para protegê-lo e permitir seu retorno ao habitat natural com segurança”, explicou Jociley Neves, coordenador da Guarda Ambiental.

De acordo com o veterinário Diogo Cristo, da Econservation, o animal pesa entre 3 e 4 toneladas e chegou até a costa levado pelas correntes marítimas. O mamífero já vinha sendo monitorado desde a praia de Jaconé, em Saquarema.

“Trata-se de um jovem saudável que encalhou apenas para descansar, comportamento típico nesta fase da vida”, explicou Cristo.

Os elefantes-marinhos-do-sul são os maiores representantes da ordem dos pinípedes. Podem medir até 6 metros e ultrapassar as 3 toneladas. Apesar do tamanho imponente, são pacíficos e não oferecem risco, desde que não sejam perturbados.

Cuidados e orientações

A Coordenadoria de Meio Ambiente da Guarda Municipal reforçou a importância de não se aproximar nem tentar alimentar animais silvestres. Ao avistar um mamífero marinho, a recomendação é acionar o Cisp pelo número 153.

Todos os casos seguem protocolos específicos de resgate e avaliação veterinária. Se necessário, o animal pode ser encaminhado a centros de reabilitação, como o Cras, Cetas ou o Instituto Vital Brazil.

Enquanto permanece na orla de Piratininga, o elefante-marinho segue em observação, com expectativa de retornar ao mar nos próximos dias, por conta própria.

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