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Fernanda Rodrigues enfrenta recidiva de câncer de pele e reforça importância do diagnóstico precoce

O carcinoma basocelular tem alto índice de cura quando diagnosticado precocemente

Por Portal Eu,Rio! em 21/08/2025 às 07:00:00

Fernanda Rodrigues. Foto: Instagram

A atriz Fernanda Rodrigues, de 45 anos, usou suas redes sociais para revelar que recebeu novamente o diagnóstico de carcinoma basocelular — tipo mais comum de câncer de pele —, doença que já havia enfrentado no ano passado. O primeiro sinal surgiu em 2023, quando notou uma mancha na testa e precisou removê-la cirurgicamente. Quase um ano após o procedimento, a lesão reapareceu, reforçando a importância do monitoramento dermatológico contínuo mesmo após o tratamento.

Apesar do susto, Fernanda tranquilizou seus seguidores afirmando estar bem e cuidando da saúde, aproveitando para fazer um importante alerta: prestar atenção ao próprio corpo e procurar um médico diante de qualquer alteração suspeita na pele. O carcinoma basocelular tem alto índice de cura quando diagnosticado precocemente, mas pode provocar comprometimento de regiões adjacentes se houver demora no tratamento.

Originado nas células basais, localizadas na camada mais profunda da epiderme, esse tipo de câncer de pele está intimamente relacionado à exposição crônica à radiação ultravioleta (UV) — seja do sol ou de câmaras de bronzeamento. O dano cumulativo ao DNA provocado por esse tipo de radiação leva a alterações celulares. Por isso, o uso diário de proteção solar e hábitos de fotoproteção são fundamentais para reduzir o risco de desenvolvimento da doença.

Dermatolosgista Igor Manhães, da Clínica Onne Clinic (RJ):

1. Quais sinais na pele devem acender o alerta para procurar um dermatologista?

Na verdade, qualquer lesão nova, que seja percebida, precisa ser avaliada por um dermatologista ou qualquer lesão antiga que tenha alguma alteração recente de crescimento, mudança de cor, forma , que chamamos de ABCD das características (assimetria, bordas, cor, diâmetro).

Se algo mudar, em alguma lesão antiga, precisa procurar um dermatologista, e todas as pessoas devem fazer um acompanhamento dermatológico anual, para que seja avaliado o corpo inteiro.

Quem tem muitas lesões, precisa fazer uma dermatoscopia completa, com mapeamento corporal completo, com todas as lesões catalogadas e laudadas, para poder ter esse acompanhamento.

Pacientes que têm histórias pessoais ou histórias familiares de câncer de pele, precisa ter um acompanhamento mais rigoroso, ou seja, talvez ir mais de uma vez ao ano, é preciso muita atenção pelo histórico familiar e principalmente pelo melanoma, mais do que pelo carcinoma basocelular, que é um câncer de pele que tem o nome carcinoma, mas no caso dele, retirando toda a lesão, está resolvido, é considerado benigno. O melanoma é um câncer maligno, um dos piores que existe, que às vezes o observamos avançado, com metástase.

2. O carcinoma basocelular pode voltar mesmo após a retirada completa da lesão?

Ao retirar uma lesão, com carcinoma basocelular, tiramos uma margem com um pouco mais de pele, quando necessário, para ter certeza, que quando for observar o exame no microscópio, se tem alguma borda lateral ou profunda comprometida. Caso esteja comprometida, é necessário abordar aquela área, fazer uma ampliação da retirada da lesão.

Quando as margens estão livres, o comum é não voltar a lesão naquele local. Ou a margem estava comprometida ou apareceu nova lesão.

Pacientes que tiveram muito fotodano e se expuseram muito ao Sol, ao longo de anos na vida, têm maior propensão ao câncer de pele, com várias lesões de pele de forma simultânea, que pode ser um carcinoma basocelular ou espinocelular, que são muito mais comuns que o melanoma, que é o pior.

Ao retirar lesões, que não sejam o melanoma, em áreas mais complicadas, como o rosto, que não queremos retirar maior quantidade de pele, além do necessário, é indicado fazer uma cirurgia que é específica, chamada de cirurgia de Mohs.Neste tipo de procedimento, é feito o exame da patologia no momento da retirada. Então é possível ter certeza que foi extraído tudo, sem retirar pele em excesso e ficar uma cicatriz maior no rosto.

É uma forma diferente de fazer o exame da lâmina, que recentemente está mais difundida no Brasil, com profissionais especializados. É necessário que seja um dermatologista que tenha especialização em patologia de cirurgia de Mohs.

3. Como deve ser o acompanhamento clínico de pacientes que já tiveram esse tipo de câncer?

Como dito anteriormente, pacientes que já tiveram esse tipo de câncer, precisam ter um acompanhamento regular, dependendo do tipo que teve, isso será definido se irá rever uma lesão que já tem em 03 meses, em 06 meses, ou acompanhamento anual para ver todas as lesões.

É um exame chamado mapeamento corporal, quando é indicado. Se o paciente tiver pouquíssimas lesões, o dermatologista normalmente consegue controlar e ter esse acompanhamento. É preciso ressaltar, que os pacientes que apresentam muitas "pintinhas", precisam ter um acompanhamento mais de perto, pois não podem deixar passar o melanoma. O carcinoma basocelular normalmente irá crescer naquela área, sem parar, se transformando em uma lesão grande, mas aí é só retirar.

Gostaria de ressaltar que normalmente uma diferenciação entre os carcinoma basocelular para as outras lesões de pele é que ele apresenta um "brilho", como se fosse uma pérola. As demais lesões, como por exemplo as pré-cancerígenas e carcinoma espinocelular, não apresentam esse aspecto.

4. Quais medidas de prevenção são indispensáveis no dia a dia para evitar o carcinoma basocelular?

As prevenções no dia a dia são: uso do filtro solar, não se expor ao Sol por muitas horas, reaplicar o filtro, usar bonés, roupas com tecnologia UV, não usar autobronzeadores e ter um dermatologista de confiança, para que tenha tranquilidade em relação a qualquer lesão que apareça ou que já tenha, para que não evolua o câncer.

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