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Tarifaço ameaça até 300 mil empregos, mas Brasil Soberano é aposta para preservar mercado de trabalho

Ministro do Trabalho admite impacto sobre exportações e espera que alta de preços nos EUA force Trump a negociar

Por Portal Eu, Rio! em 22/08/2025 às 16:01:27

Luiz Marinho admite risco para 300 mil dos 48 milhões de empregos do País, por causa do tarifaço, mas aposta em Brasil Soberano e negociação para evitar o pior. Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência

O tarifaço sobre produtos que o Brasil exporta para os Estados Unidos pode tirar mais de 300 mil postos de trabalho no país, segundo estudo realizado pelo BNDES. Apesar do número expressivo, para o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, em um mercado com 48 milhões de empregos, esse cenário “não seria um desastre total”.

"Um estudo do BNDES aponta que, se tudo der errado, o impacto seria de uma ordem de 320 mil desempregos no Brasil. Para o mercado, um estoque de 48 milhões, convenhamos, que não seria o desastre total. Portanto, há muito barulho. Evidentemente, alguns setores são fortemente atingidos, outros são levemente atingidos e alguns não são atingidos, pois produzem especialmente para outros mercados".

O ministro do Trabalho deu a declaração nesta quinta-feira (21), durante o programa Bom Dia Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

MP Brasil Soberano é maior arma contra desemprego em massa no rastro das tarifas de 50%

Durante o bate papo com jornalistas de várias rádios do país, Marinho citou a Medida Provisória Brasil Soberano, assinada pelo presidente Lula, há cerca de uma semana, para amenizar os impactos do tarifaço. Luiz Marinho disse que o plano tem diversas maneiras de resguardar os empregos, diante da possível redução nas linhas de produção.

"Nós estamos atuando sempre para poder não só amenizar, mas também evitar, de fato, um problema no mercado de trabalho brasileiro. A partir dos acordos coletivos e das convenções coletivas, você tem a possibilidade de postergar o recolhimento do Fundo de Garantia, postergar o recolhimento da Previdência, ou, dependendo do grau, recorrer à Lei do Layoff, à redução de jornada, enfim, compensações, férias coletivas… Você tem uma série de equações que o acordo coletivo pode administrar temporariamente durante essa transição, até que se encontre um novo comprador".

Segundo Luiz Marinho, o governo brasileiro segue disposto a negociar com o governo americano. Também disse esperar que a alta de preços nos Estados Unidos sensibilize o presidente Donald Trump, para que ele aceite discutir o assunto.

Por Portal Eu, Rio!

Fonte: RadioAgência Nacional

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