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Saiba o que muda no manejo de nódulos indeterminados no corpo

International Thyroid Congress (ITC) reuniu as principais sociedades internacionais da tireoide

Por Portal Eu, Rio! em 15/08/2025 às 06:45:53

Endocrinologista Dra Denisse Momesso. Fotos: Divulgação

Resumo:

* Junho/2025, Rio de Janeiro (Barra da Tijuca): ITC 2025 reuniu sociedades LATS, ATA, ETA e AOTA.

* Pauta central da Dra. Denisse Momesso: conduta em nódulos indeterminados de tireoide.

* Decisões individualizadas: US (TIRADS), citologia (Bethesda), fatores clínicos, testes moleculares e acesso no sistema de saúde.

* Objetivo prático: evitar cirurgias desnecessárias sem perder diagnósticos precoces.

* Impacto local: atualização beneficia pacientes e equipes do RJ, com difusão de protocolos.

O que é o International Thyroid Congress e por que 2025 foi especial para o RJ?

O International Thyroid Congress (ITC) é realizado a cada cinco anos e reúne as principais sociedades internacionais da tireoide (LATS, ATA, ETA e AOTA). Em junho de 2025, o congresso ocorreu no Rio de Janeiro, aproximando pesquisadores, clínicos e cirurgiões de todo o mundo da realidade assistencial fluminense.

A realização do ITC no bairro da Barra da Tijuca fortaleceu a troca científica e a atualização de protocolos com impacto na rede pública e privada do estado. Para equipes do RJ, isso significa maior acesso a consensos e adoção mais rápida de boas práticas.

Qual foi a contribuição da Dra. Denisse Momesso no ITC 2025?

A Dra. Denise Momesso participou como palestrante e avaliadora de trabalhos científicos, com foco em nódulos indeterminados. Na apresentação “Conduta nos nódulos indeterminados de tireoide”, ela atualizou critérios de decisão combinando ultrassonografia (TIRADS), citologia (Bethesda), testes moleculares e contexto clínico do paciente.

A abordagem enfatizou estratificação de risco na US, repetição da PAAF quando indicada e o uso criterioso de painéis moleculares para reduzir incertezas diagnósticas — sobretudo nos casos de suspeita intermediária.


O que são nódulos “indeterminados” e como classificá-los hoje?

Na prática, a indeterminação recai principalmente sobre Bethesda III (AUS/FLUS) e Bethesda IV (FN/SFN). Quando há discordância clínico-ecográfica relevante, casos inicialmente considerados benignos podem seguir sob vigilância estruturada. A conduta integra TIRADS, histórico clínico e preferências do paciente.

? Bethesda III: recomenda-se nova PAAF e subcategorização; atipias nucleares elevam o risco.

? Bethesda IV: risco intermediário de malignidade; testes moleculares ajudam a refinar a decisão entre acompanhamento e cirurgia.

Quando acompanhar, quando testar e quando operar?

? Acompanhar: TIRADS 1–3, sem fatores de risco; Bethesda III com atipias arquiteturais e estabilidade clínica.

? Testar (molecular): suspeita intermediária (TIRADS 3–4) ou Bethesda III/IV para reduzir incerteza.

? Operar: TIRADS 5, fatores clínicos de alto risco, Bethesda III com atipias nucleares ou teste molecular positivo.

A decisão é compartilhada: discute-se benefício clínico, probabilidades (pré e pós-teste), acesso a exames, custos e impacto na qualidade de vida. O objetivo é minimizar cirurgias desnecessárias sem perder malignidades clinicamente relevantes.

Como a ultrassonografia (TIRADS) orienta o próximo passo?

O TIRADS estratifica risco conforme achados como microcalcificações, hipoecogenicidade, margens irregulares e taller-than-wide. Risco baixo (1–3) favorece acompanhamento; intermediário (3–4) pode indicar teste molecular; alto (5) tende a abordagem cirúrgica após correlação clínico-citológica.

A padronização da US melhora a comparabilidade entre serviços do RJ e auxilia na priorização de biópsias e no seguimento.

O que representam os testes moleculares no cenário brasileiro?

Os testes moleculares (painéis de mutações/fusões e expressão gênica) refinam o risco em Bethesda III/IV. Onde há acesso, diminuem incertezas e cirurgias diagnósticas; onde o acesso é limitado, mantêm-se algoritmos clínico-ecográficos e seguimento estruturado.

No RJ, a adoção depende de disponibilidade, custo e linhas de cuidado. A integração regional facilita protocolos equânimes e decisões transparentes.

Como essas decisões impactam o cuidado no RJ?

Para o Rio de Janeiro, o ITC 2025 acelera alinhamento de protocolos e capacitação. Pacientes ganham segurança (menos cirurgias desnecessárias) e acesso mais rápido a diagnósticos. Serviços locais podem padronizar fluxos e qualificar discussões multiprofissionais.

A presença de lideranças brasileiras e latino-americanas no ITC facilita a transferência de conhecimento para ambulatórios e centros cirúrgicos do estado.

Checklist prático (serviço ao leitor)

  1. Suspeita na US (TIRADS 1–3): acompanhamento periódico; repetir PAAF se surgirem novos achados.

  2. Bethesda III: repetir PAAF; se atipias nucleares, considerar teste molecular e/ou cirurgia.

  3. Bethesda IV: avaliar teste molecular para evitar cirurgia diagnóstica quando possível.

  4. TIRADS 5 ou alto risco clínico: discutir cirurgia em equipe multiprofissional.

  5. Decisão compartilhada: considerar preferências, acesso e custo-benefício.

Quadro “quando indicar o quê”

* Acompanhamento: TIRADS de baixo risco, estabilidade clínica e citológica.

* Molecular: Bethesda III/IV com incerteza clínica/US intermediária.

* Cirurgia: TIRADS 5, Bethesda III com atipias nucleares, teste molecular positivo, fatores clínicos de alto risco.

FAQ

1) O que é um nódulo “indeterminado”?
É aquele em que US e citologia não definem claramente benignidade ou malignidade (tipicamente Bethesda III/IV), exigindo conduta individualizada que engloba: repetição de PAAF, testes moleculares ou seguimento.

2) Quando repetir a PAAF?
Em Bethesda III, especialmente se houver novos achados na US ou discordância clínica. A subcategorização orienta próximos passos.

3) Testes moleculares substituem a cirurgia?
Não. Eles refinam o risco e ajudam a evitar cirurgias diagnósticas quando o perfil molecular sugere baixo risco.

4) Em quais casos a cirurgia é preferível?
TIRADS 5, Bethesda III com atipias nucleares, Bethesda IV de alto risco, teste molecular positivo e situações clínicas com alto grau de suspeição.

5) A decisão depende só do exame?
Não. Preferências do paciente, comorbidades, acesso a exames e impacto na vida diária integram a decisão.

6) O que muda para quem mora no RJ?
Mais padronização e atualização nos fluxos diagnósticos/terapêuticos, com integração entre serviços e formação continuada das equipes.

7) O ITC é anual?
Não. O ITC acontece a cada cinco anos, reunindo LATS, ATA, ETA e AOTA.

8) Quais sinais na US elevam a suspeita?
Microcalcificações, hipoecogenicidade marcada, margens irregulares e formato taller-than-wide elevam o risco (TIRADS alto).

9) O resultado “benigno” elimina o risco?
Reduz bastante, mas requer seguimento clínico-ecográfico, principalmente se o contexto clínico mudar.

10) Testes moleculares existem no SUS?
Os testes moleculares estão disponíveis no SUS apenas como protocolos de pesquisa clínica. A disponibilidade desses testes varia; decisões devem considerar acesso, custo-efetividade e alternativas do protocolo local.

Serviço

? Evento: International Thyroid Congress (ITC 2025)

? Quando: 18 a 22 de junho de 2025

? Onde: Barra da Tijuca, Rio de Janeiro — Windsor Oceânico (Convention Center)

? Sociedades organizadoras: LATS, ATA, ETA, AOTA

Dra. Denise Momesso, Atuante como médico especialista em Endocrinologia e Metabologia; Professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, UniRio; Coordenador do Serviço de Endocrinologia do Hospital de Clínicas São Vicente da Gávea - Rio de Janeiro; Coordenador Nacional do Departamento de Controle Glicêmico Hospitalar da Sociedade Brasileira de Diabetes; Membro da Comissão Científica da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - Regional Rio de Janeiro.

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