Rossi foi o destaque da partida. Foto: Divulgação/Flamengo
Nesta quarta-feira (29), na Argentina, o Flamengo escreveu mais um capítulo na sua história ao empatar em 0 a 0 com o Racing e garantir a presença em mais uma final de Libertadores da América. Será a quinta final dos brasileiros. Mas a classificação teve muita emoção até o final. Mesmo com um jogador a menos, após a expulsão do Plata, o Rubro-Negro resistiu a uma pressão absurda dos argentinos e quem brilhou mais uma vez foi o goleiro Rossi, que fez várias defesas durante a partida, com destaque para a defesa no início da partida e a última nos acréscimos da etapa final.
O Racing ensaiou uma pressão no início do jogo, mas a equipe brasileira foi tomando as rédeas. A qualidade dos jogadores rubro-negros logo foi despontando na partida e diminuindo o ímpeto dos argentinos.
Aos 11 minutos, o lateral Mura avançou pela direita e cruzou na segunda trave para Conechny, que cabeceou com muito perigo e o goleiro Rossi operou um milagre.
Arrascaeta cruzou rasteiro para Plata na pequena área, que não alcançou e na sobra Varela apareceu na segunda trave para finalizar cara a cara com Cambeses, que fez grande defesa nos pés do lateral flamenguista, aos 15 minutos.
Léo Ortiz deixou a bola passar nas costas e o atacante Solari finalizou por cima do gol, levando perigo ao gol de Rossi aos 32 minutos.
O Flamengo respondeu na sequência aos 33 minutos. Ortiz desarmou o atacante argentino, a bola sobrou com Arrascaeta que finalizou na saída do goleiro argentino, que defendeu com o rosto.
Os Rubro-Negros fizeram um bom primeiro tempo, tocando a bola e tendo maior posse durante toda a primeira etapa, fazendo os argentinos correrem atrás da bola. A partida foi muito disputada, mas leal. Não foram apresentados cartões na etapa inicial. Ambas as equipes tiveram oportunidades, mas o placar não foi alterado.
Na volta para o segundo tempo, as equipes voltaram com as mesmas formações que iniciaram a partida.
Expulsão do equatoriano Plata
Em confusão envolvendo o meia-atacante Plata, a arbitragem entendeu que o equatoriano agrediu o jogador argentino aos 10 minutos.
O técnico Filipe Luís foi obrigado a sacar do time os dois homens de criação. Arrascaeta e Carrascal, para recompor o sistema defensivo com um jogador a menos. Com as entradas de Bruno Henrique, o pensamento era de ter a opção de contra-ataques, já com Danilo a ideia foi de reforçar a defesa, prevendo uma pressão do Racing.
Após a expulsão, o Racing fez uma pressão absurda, forçando as bolas alçadas na área. A zaga do Mais Querido espanava as bolas para onde apontava a chuteira.
Perto do fim da partida, foi um verdadeiro bombardeio argentino ao gol do goleiro Rossi, que aos 46 minutos fez uma defesa espetacular à queima-roupa, que garantiu a classificação para a quinta final da Libertadores.
Um jogo para testar o coração até do mais tranquilo rubro-negro, mas no fim o importante foi garantir a presença na final em 2025.
O adversário do time carioca na final da Libertadores sairá do confronto entre Palmeiras e LDU, que será definido nesta quinta (30). Já o jogo da decisão vai ser disputado no dia 29 de novembro, em Lima, no Peru.
FICHA TÉCNICA
Data e horário: 29 de outubro, às 21h30
Competição: semifinal da Copa Libertadores (volta)
Local: Estádio Presidente Perón, em Avellaneda (ARG)
Árbitro: Piero Maza (CHI)
Assistentes: Cláudio Urrutia (CHI) e José Retamal (CHI)
VAR: Juan Lara (CHI)
Gols: Nenhum
Cartões amarelos: Mura e Marcos Rojo (RAC)
Cartão vermelho: Gonzalo Plata (FLA)
Racing: Cambeses; Mura (Martirena), Colombo, Rojo e Rojas; Nardoni (Zaracho), Zuculini e Almendra (Balboa); Solari (Vietto), Conechny (Vergara) e Maravilla Martínez
Flamengo: Rossi, Varela (Emerson Royal), Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, Jorginho (Evertton Araújo) e Arrascaeta (Danilo); Luiz Araújo (Saúl), Carrascal (Bruno Henrique) e Gonzalo Plata.