Foto: Reprodução
Há oito dias, a família de Jonathan Pereira Francisco, de 31 anos, vive um pesadelo. O trabalhador desapareceu na tarde de 18 de novembro após sair da casa da mãe, na comunidade Santa Marta, em Botafogo, Zona Sul do Rio. Casado e pai de três filhos, Jonathan disse que iria até a CEASA, na região de Coelho Neto, na Zona Norte, para receber uma dívida de cerca de R$ 300. Desde então, não deu mais notícias.
O caso está registrado na Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) sob o número 957-01467/2025. A investigação enfrenta dificuldades porque Jonathan estava sem celular no dia do desaparecimento, o que impede o rastreamento por antenas de telefonia móvel.
Trabalhador sem envolvimento criminal
Jonathan é descrito pela família como um homem trabalhador e sem passagens pela polícia. Seu último emprego foi justamente na Central de Abastecimento do Estado (CEASA), onde atuava no período noturno. Não possui qualquer envolvimento com atividades ilícitas.
De estatura baixa, cerca de 1,60m, pele parda e cabelos curtos, Jonathan tem corpo magro e usa cavanhaque. Possui olhos castanhos e diversas tatuagens que facilitam sua identificação: no antebraço esquerdo o nome "Antônia", no antebraço direito o nome "Anna Alyce", no pulso esquerdo a letra "A" com um traçado de batimento cardíaco, e nos ombros as palavras "Davi" e "Eric". Ele também tem uma cicatriz de mordida de cachorro no braço esquerdo.
No dia do desaparecimento, Jonathan vestia uma camisa branca do Flamengo, time do coração, e bermuda xadrez.
Visto pela última vez em Botafogo
Segundo a família, Jonathan saiu de casa por volta das 13h. O último local onde foi visto é a Rua Marechal Francisco de Moura, altura do número 64, em Botafogo. Dali, seguiria para a CEASA, no bairro Coelho Neto, onde encontraria alguém para receber o dinheiro combinado.
"Ele nunca desapareceu sem dar notícias. Jonathan é um pai presente, trabalhador. Não faz sentido ele simplesmente sumir assim", relata Laís Pereira, irmã de Jonathan. A esposa e os três filhos aguardam desesperados por notícias.
Polícia Civil trabalha no caso
Em nota, a Polícia Civil informou que a investigação está em andamento na Delegacia de Descobertas de Paradeiros (DDPA). Agentes realizam diligências para localizar Jonathan, incluindo a busca por imagens de câmeras de segurança do trajeto e a tentativa de identificar a pessoa que ele iria encontrar na CEASA.
Família aterrorizada por trotes e ameaças
Desesperada com o desaparecimento, a família inicialmente espalhou cartazes de busca com o telefone particular para receber informações sobre Jonathan. Foi através desse número divulgado publicamente que criminosos passaram a fazer contato, aproveitando-se da vulnerabilidade dos parentes para causar terror psicológico.
Em uma primeira ocasião, os familiares receberam um contato orientando que se deslocassem até um beco em área de risco.
Dias depois, uma imagem manipulada digitalmente foi enviada. A foto-montagem mostrava Jonathan aparentemente morto, causando pânico e desespero. O material configura crime de ameaça e constrangimento ilegal.
"Estamos desesperados. Meu irmão é um homem calmo, tímido, pai de família, trabalhador. Só queremos que ele volte para casa com vida. E ainda temos que lidar com essas pessoas cruéis nos ameaçando", desabafou Laís Pereira.
A DDPA foi informada sobre as intimidações e investiga se os trotes têm relação direta com o desaparecimento ou se são obra de oportunistas tentando extorquir a família em momento de vulnerabilidade.
Diante da situação, a família orienta que qualquer informação sobre Jonathan seja repassada apenas através dos canais oficiais listados abaixo.
Canais para Informações
Qualquer pessoa que tenha visto Jonathan no trajeto entre a comunidade Santa Marta, em Botafogo, e a região da CEASA, na Zona Norte, ou que tenha informações sobre seu paradeiro, pode colaborar de forma anônima:
Delegacia de Descoberta de Paradeiros - Cidade da Polícia – RJ
Telefones: (21) 2202-0338 / (21) 2582-7129
WhatsApp: (21) 98322-0228
Disque Denúncia: 2253-1177
WhatsApp sobre Desaparecidos: (21) 98849-6254
Em caso de emergência: Polícia Militar: 190
O Portal Eu, Rio! continuará acompanhando o caso e as atualizações sobre o andamento das investigações.