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Preocupação

Entidades do Leste Fluminense repudiam ponto facultativo e alertam para impactos no setor produtivo

Medida atingiu setores que produzem, geram empregos, recolhem impostos e sustentam economia


Foto: Divulgação

As entidades representativas do comércio, dos serviços e da indústria da Região Leste Fluminense manifestam repúdio e profunda preocupação diante da decisão do Poder Público Estadual e Municipais que decretaram ontem (17) ponto facultativo em razão de evento esportivo (final da copa intercontinental de clubes) sem consultar os setores produtivos.

Essa medida, embora travestida de normalidade, atinge diretamente os setores que produzem, geram empregos, recolhem impostos e sustentam a economia. Não se trata de uma decisão simbólica — trata-se de uma escolha política que transfere mais uma vez o custo para quem já está sufocado.

A entidade produziu nota sobre a questão:

"É preciso afirmar com clareza: O setor produtivo brasileiro está no limite.

Empresários do comércio, dos serviços e da indústria enfrentam:

* Uma das maiores cargas tributárias do mundo, sem retorno compatível em serviços públicos;

* Baixa produtividade da mão de obra, reflexo direto da falta de investimentos estruturantes em educação e qualificação profissional;

* Custos trabalhistas elevados, combinados com baixa eficiência operacional;

* Insegurança jurídica, instabilidade regulatória e decisões improvisadas que ignoram a realidade de quem produz.

Em economias mais maduras, produtividade cresce com planejamento, investimento e previsibilidade. No Brasil, infelizmente, ainda se insiste em soluções fáceis, populistas e de curto prazo — enquanto os setores produtivos são chamados a “absorver o impacto”.

Decretar ponto facultativo em um estado com graves dificuldades fiscais e sociais não é incentivo à cultura ou ao lazer. É desestímulo à produção, é perda de competitividade e é mais um golpe contra quem empreende de forma responsável.

Reforçamos: não somos contra o esporte, o lazer ou grandes eventos. Somos contra a lógica de que o Brasil pode parar, improvisar e empurrar a conta para quem trabalha, produz e emprega.

O que o setor produtivo exige é objetivo e legítimo:

* Ser ouvido sempre antes destas decisões;

* Mais investimento sério e contínuo na qualificação da mão de obra;

* Políticas públicas focadas em aumentar produtividade e eficiência, não em reduzi-las;

* Condições mais justas para empreender, com menos improviso e mais diálogo;

* Respeito ao papel estratégico do comércio, dos serviços e da indústria no desenvolvimento econômico.

Chegou o momento de os formuladores de políticas públicas compreenderem que não existe arrecadação sem produção, não existe emprego sem empresa e não existe desenvolvimento sem previsibilidade.

O comércio, os serviços e a indústria não podem continuar sendo tratados como variáveis de ajuste de decisões políticas desconectadas da realidade econômica.

As entidades signatárias deixam claro:

* O setor produtivo está atento, organizado e unido;

* E não aceitará, de forma passiva, decisões que aprofundem ainda mais o estrangulamento de quem sustenta a economia;

Seguimos abertos ao diálogo — mas exigimos respeito, responsabilidade e políticas públicas à altura dos desafios da nossa região e país".

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