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Deputada Renata Souza registra terceira ameaça de morte em dois anos

Parlamentar do PSOL, mesmo partido da vereadora assassinada Marielle Franco, recebe e-mail ameaçador, carregado de ofensas racistas

Por Portal Eu, Rio! em 16/01/2026 às 15:31:45

A deputada estadual Renata Souza (PSOL-RJ) registrou na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), , nesta sexta-feira (16/01), às 11h, uma ameaça de morte recebida por e-mail). A mensagem, de cunho político, contém ameaças diretas à integridade física da parlamentar e insultos racistas, além de violência contra grupos sociais. Diante da gravidade, Renata Souza conta com a celeridade na apuração, para a identificação do autor e a sua responsabilização criminal, de acordo com nota distribuída pelo gabinete da parlamentar.

Essa é a terceira ameaça de morte comunicada por Renata Souza à Polícia Civil. Houve registros semelhantes em 2020 e em 2024. Essa recorrência indica uma escalada nos ataques contra o mandato.

"Eu não vou ser silenciada por ameaça, por ódio ou por racismo. Essa violência política de gênero e racial não vai me intimidar. Cabe ao Estado investigar e apresentar uma resposta firme", afirmou Renata Souza. "Quem ameaça uma parlamentar tenta atacar a própria democracia e o direito da população de ter representação política comprometida com as demandas populares por políticas públicas de qualidade", complementou a parlamentar.

Ouça no Podcast do Eu, Rio! o depoimento da deputada estadual Renata Souza sobre a terceira ameaça de morte recebida pela parlamentar, num e-mail carregado de ofensas racistas e misóginas.


Em 11 de junho de 2024, uma terça, a deputada regisrtara outro boletim de ocorrência na polícia após ter recebido uma ameaça de morte por e-mail, com ofensas racistas e misóginas na madrugada de segunda-feira (10) .O boletim foi registrado na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).

A mensagem, com a ameaça de morte e os ataques, foi enviada para o e-mail institucional da deputada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), com cópia para integrantes da equipe dela. O autor da ameaça informa o próprio nome, diz que é menor de idade e que, por isso, tem certeza de que não será preso.

Em nota, Renata Souza se pronunciou sobre o ocorrido e cobra que a investigação seja rigorosa e ágil.

“Não existe nada mais grave do que um crime contra a vida. A investigação policial desse caso precisa ser ágil e rigorosa. Essa ameaça em si é uma violência política gravíssima. Diz sobre a intenção do seu autor não só de me assassinar, mas de assassinar tudo o que represento como mulher preta e cria da favela eleita parlamentar com a pauta do feminismo negro e popular. Esse ser humano diz que quer destruir o meu corpo e calar a minha boca com o seu racismo e a sua misoginia. Mas eu não vou parar e nem calar, pois sou as muitas mulheres de luta que vieram antes de mim, sou as mulheres que constroem as lutas de braços agora, sou aquelas que virão depois de mim”, diz a nota.

A assessoria da deputada compartilhou o conteúdo do e-mail. O nome do suposto autor foi omitido, a pedido, para não interferir nas investigações. Na mensagem, ele se refere à parlamentar como "macaca", com xingamentos e afirma que não quer ser governado por mulheres pretas. Ele ainda diz que sabe o endereço da parlamentar e ameaça atirar nela. O autor diz ser morador do Rio de Janeiro.

Antes dia, 9 de novembro de 2023, a registrara uma denúncia nesta quinta-feira (9) na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) depois de ter sido chamada de “macaca” nas redes sociais. O comentário foi feito depois de uma postagem dela sobre racismo algorítmico.

“O racismo não pode ser naturalizado pela nossa sociedade e deve ser combatido. A investigação para identificar os autores e a devida responsabilização deles é fundamental. A internet não pode ser uma terra sem lei e, por isso, sua regulamentação é urgente e importante. Racistas não vão calar a minha voz e nem me intimidar. Seguirei de cabeça erguida e de punho cerrado!”, escreveu Renata sobre o caso.

Renata Souza é presidenta da CPI do Reconhecimento Fotográfico nas Delegacias, instituída na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O racismo algorítmico, segundo ela, aconteceu há duas semanas. Renata diz ter pedido a um aplicativo de inteligência artificial para gerar uma arte dela no estilo das que são feitas pela Pixar, estúdio norte-americano de animação. O resultado foi uma ilustração de uma mulher negra, com a favela ao fundo e uma arma de fogo na mão.

“A descrição pedida era de uma mulher negra, de cabelos afro, com roupas de estampa africana num cenário de favela. O imaginário de violência nas favelas e de criminalização de corpos e territórios negros também está presente em tecnologias”, escreveu a deputada. “É urgente que a sociedade debata os limites e o uso dessas novas tecnologias”.

Por Portal Eu, Rio!
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