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Emagrecimento na menopausa: por que fica mais difícil e o que explica a mudança no metabolismo

menopausa altera o metabolismo feminino por causa da queda do estrogênio

Por Portal Eu, Rio! em 23/01/2026 às 13:12:17

Fotos: Divulgação

Resumo em 30 segundos

A menopausa altera o metabolismo feminino por causa da queda do estrogênio

Há maior perda de massa muscular e aumento de gordura abdominal

A resistência à insulina se torna mais comum nessa fase

Estresse e distúrbios do sono agravam o ganho de peso

Estratégias precisam ir além de dieta e exercício isolados

Por que emagrecer na menopausa se torna mais difícil?

A menopausa, fase marcada pelo fim definitivo dos ciclos menstruais, geralmente entre os 45 e 55 anos, está associada a mudanças hormonais profundas que afetam diretamente o metabolismo. A principal delas é a queda do estrogênio, hormônio que participa da regulação do gasto energético, da distribuição de gordura corporal e da preservação da massa muscular.

Segundo a endocrinologista Dra. Silvia Bretz, uma das especialistas mais conceituadas do Brasil na área de metabolismo e obesidade, esse processo não está relacionado à falta de disciplina alimentar, mas a uma reorganização fisiológica do organismo feminino.

“Durante o climatério, o corpo passa a interpretar a perda de peso como uma ameaça, ativando mecanismos de economia energética”, explica a médica.

O que muda no metabolismo feminino após a menopausa?

A queda do estrogênio desacelera o gasto energético

A partir dos 30 anos, mulheres já perdem massa muscular progressivamente, em média de 3% a 8% por década. Com a menopausa, esse processo se intensifica. Como o músculo é metabolicamente ativo, sua redução diminui o gasto calórico basal, fazendo com que o corpo queime menos energia em repouso.

A gordura passa a se concentrar no abdômen

Antes da menopausa, o estrogênio favorece o acúmulo de gordura em quadris e coxas. Após a queda hormonal, ocorre um redirecionamento para a região abdominal, formando a chamada gordura visceral — metabolicamente ativa e associada a inflamação crônica.

Estudos observacionais indicam que a proporção de gordura visceral pode quase dobrar após a menopausa, aumentando o risco de diabetes tipo 2, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares.

Qual é a relação entre menopausa e resistência à insulina?

A gordura abdominal está diretamente ligada ao aumento da resistência à insulina, condição em que as células respondem menos ao hormônio responsável por controlar a glicose no sangue. Esse mecanismo favorece o estoque de gordura e dificulta o emagrecimento.

Dados epidemiológicos mostram que a prevalência da síndrome metabólica — combinação de obesidade central, glicemia elevada, alterações lipídicas e hipertensão — pode saltar de cerca de 15% para até 60% após a menopausa.

Como o estilo de vida interfere nesse processo?

Além das alterações hormonais, fatores comportamentais comuns nessa fase da vida contribuem para o ganho de peso:

Fator

Impacto metabólico

Estresse crônico

Elevação do cortisol, que estimula o apetite

Sono irregular

Aumento da grelina (fome) e redução da leptina (saciedade)

Sedentarismo

Menor gasto calórico diário

Fogachos, insônia e dores articulares também dificultam a adesão a rotinas de exercício físico regulares.

Existe uma abordagem eficaz para destravar o metabolismo?

Especialistas defendem que o manejo do peso na menopausa deve ser multidimensional. A avaliação clínica costuma incluir análise da composição corporal, investigação de resistência à insulina, função tireoidiana e presença de inflamação metabólica, como esteatose hepática.

A endocrinologista Dra. Silvia Bretz, que atende no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro, ressalta que intervenções eficazes costumam combinar estratégias nutricionais individualizadas, estímulo à preservação da massa muscular, tratamento de distúrbios hormonais quando indicados e suporte comportamental.

A reposição hormonal ajuda no emagrecimento?

A terapia hormonal não é indicada como tratamento primário para perda de peso, mas pode atuar como aliada indireta quando iniciada dentro da chamada “janela de oportunidade” (até 10 anos após a menopausa ou antes dos 60 anos). Seu principal papel é aliviar sintomas que interferem no sono, no bem-estar e na prática de atividade física.

“Quando bem indicada, a reposição pode contribuir para preservar massa muscular e reduzir o acúmulo de gordura abdominal”, afirma a especialista.

O que dizem os especialistas sobre medicamentos?

Em alguns casos, medicamentos podem ser utilizados como parte do tratamento, sempre com indicação médica. Entre eles estão fármacos que atuam no controle do apetite ou na melhora da sensibilidade à insulina, respeitando o perfil metabólico e comportamental da paciente.


Serviço no Rio de Janeiro

Especialista citada:
Dra. Silvia Bretz – Médica Endocrinologista
Atendimento no Leblon
Av. Afrânio de Melo Franco, 141, sala 512
Leblon – Rio de Janeiro (RJ)

FAQ – Dúvidas frequentes sobre menopausa e emagrecimento

1. Toda mulher engorda na menopausa?
Não obrigatoriamente, mas o risco aumenta devido às mudanças hormonais e metabólicas.

2. Dietas restritivas funcionam nessa fase?
Podem ser menos eficazes se não considerarem massa muscular e hormônios.

3. Musculação é importante após os 45 anos?
Sim. É uma das principais estratégias para manter o metabolismo ativo.

4. Gordura abdominal é mais perigosa?
Sim. Está associada a maior risco cardiovascular e metabólico.

5. Dormir mal influencia o peso?
Sim. O sono regula hormônios da fome e da saciedade.

6. A menopausa causa resistência à insulina?
Ela aumenta o risco, especialmente quando há ganho de gordura visceral.

7. Reposição hormonal emagrece?
Não diretamente, mas pode facilitar o controle do peso.

8. Avaliação metabólica é necessária?
Sim, para identificar fatores que dificultam o emagrecimento.

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