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Na Unidos da Tijuca

Entre “Vó Yara” e “Carolina Maria de Jesus”, a atriz Cyda Moreno se orgulha de representar a força e raiz da mulher brasileira

Ela não vê a hora de vestir a fantasia e desfilar pela Avenida do Samba, na segunda-feira de carnaval no Sambódromo


Foto: Divulgação

Depois de viver com grande sucesso a “Vó Yara” na novela Dona de Mim (TV Globo), Cyda Moreno vai brilhar no Carnaval 2026. A atriz será destaque na Passarela do Samba, no desfile do G.R.E.S. Unidos da Tijuca, na pele da escritora e catadora de papel Carolina Maria de Jesus (1914-1977).

A artista que já encarnou a personagem no teatro não esconde a felicidade de interpretar, mais uma vez, um nome tão importante da literatura brasileira. Agora, no maior palco a céu aberto do mundo: a Marquês de Sapucaí. “Ela é um exemplo de força, resistência e superação do racismo, da miséria e da exclusão. O desfile exaltará as mulheres negras, centenas de ‘Carolinas’ que lutam contra a fome, por respeito, por dignidade e pelos direitos de cidadãs” – explica Cyda.

A escola de samba tijucana com o enredo “Carolina Maria de Jesus”, assinado pelo carnavalesco Edson Pereira, desde os ensaios na quadra já faz justa homenagem à grande escritora negra brasileira do século XX. Figura conhecida mundialmente por seu best-seller “Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada” (1960). Uma obra traduzida para mais de 13 idiomas.

A atriz estará no 3º carro como destaque do desfile que representa a favela, além do clássico visceral da literatura. “Vou atuar como a Carolina mais velha, revendo sua história. O livro é um retrato contundente da miséria e de quem passa fome no Brasil, situação que atinge diretamente as comunidades negras e periféricas em nosso país até os dias de hoje" – ressalta.

Do teatro para o Sambódromo

Cyda acredita que o desfile da Unidos da Tijuca será histórico e necessário, quando Carolina ainda é pouco conhecida no Brasil, principalmente, pela população negra. A artista interpretou no teatro a escritora e moradora da favela do Canindé, em São Paulo, que transformou sua verdade periférica e luta contra a fome e a pobreza em literatura.

O espetáculo “Eu Amarelo, Carolina Maria de Jesus” ficou em cartaz 6 anos consecutivos. Da estreia no Rio de Janeiro em 2018 seguiu se apresentando por várias cidades brasileiras do sudeste e nordeste do Brasil.

Ficção e realidade

“Vó Yara” e “Carolina Maria de Jesus” são mulheres negras que marcaram seu tempo e espaço com interpretações de Cyda Moreno na tevê e no teatro. Para a atriz que, bem recente, se despediu da personagem na telenovela, é uma honra poder novamente estar num lugar de representatividade para o povo negro. “As duas têm em comum a garra pelo trabalho, pela fé em dias melhores, pelo amor e dedicação à família e por ter vencido na vida, apesar de todas as complexidades impostas pelo preconceito em nossa sociedade”, finaliza.



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