Blocos de rua, que não cobram ingresso nem padronizam fantasia, tendem a concentrar maiores públicos no Carnaval da mão fechada. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Apenas um quarto dos brasileiros devem gastar mais durante o carnaval deste ano. Ou seja, muita gente vai festejar de forma econômica, com preferência para reuniões com família e amigos ou festas gratuitas, segundo pesquisa da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas e do SPC Serasa.

O estudante universitário Miguel de Paula, do Rio de Janeiro, é um dos que pretendem economizar este ano.
"Principalmente minha situação financeira, realmente tem um certo limite. E outra é que a precificação no carnaval tem ficado cada vez mais injusta. Muitas vezes preços de bebida, comida, ou aumenta e diminui conforme o dia. Os vendedores às vezes fazem uma precificação que vai da cabeça deles. E eu acho que dá para se divertir com pouco mesmo. A gente não precisa de muito disso não".
A especialista em finanças da Confederação, Merula Borges, afirma que o endividamento deixou as pessoas mais cautelosas.
"Trinta e dois por cento dos consumidores que vão às compras têm alguma conta em atraso. É fácil entender por que tantas pessoas estão pretendendo gastar menos este ano. Com mais dívidas, tem menos espaço no orçamento para o consumo e aí todas as datas são afetadas e o carnaval também é uma delas".
O levantamento indica que 41 milhões de brasileiros devem aumentar o consumo durante o período. A intenção média de gastos é R$ 1.096, que deve envolver viagens, alimentação, bebidas, fantasias, bares, restaurantes e transporte.
Para evitar exageros e golpes, a Merula Borges sugere levar pra festa só o que for gastar.
"Uma medida de segurança não só para não sair do orçamento, mas também para não cair em golpes financeiros. Tomar cuidado com os objetos de pertences e com todas as medidas de segurança de aproximação, tomar cuidado com os cartões".
A pesquisa também percebeu que muita gente não sabe exatamente quanto vai gastar. Isso indica que os dias de Carnaval podem ter compras por impulso, como aquela bebida a mais ou uma festa na sequência para esticar a noite.
Ouça no Podcast do Eu, Rio! a reportagem de Gabriel Brum, da Rádio Nacional, sobre a disposição da maioria dos brasileiros para gastar menos este Carnaval.
Fonte: RadioAgência Nacional