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CPMI do INSS vota quebra de sigilo bancário e fiscal de investigados do Banco Master

Em depoimento adiado, Daniel Vorcaro terá que explicar 250 mil consignados sem autorização dos aposentados

Por Portal Eu, Rio! em 05/02/2026 às 11:26:28

Presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, informou que os descontos indevidos nas folhas de pagamento chegaram a cerca de R$ 6,8 bilhões nos últimos cinco anos, R$ 500 milhões acima da projeção inicia

A CPI Mista do INSS vota nesta quinta-feira (5) mais de 70 requerimentos. Entre eles, o que pede a quebra do sigilo bancário e fiscal do Banco Master. Os senadores querem saber das contas, investimentos e bens relacionados ao Master. Alegam que mais de 250 mil contratos de consignados foram concedidos de forma irregular, sem autorização do aposentado.



Aliás, o Daniel Vorcaro, dono do Master, iria hoje, quinta-feira, 5/2, à CPI. O depoimento foi reagendado para depois do carnaval, com o compromisso dele ser perguntado somente sobre essa questão dos empréstimos, e não sobre as outras investigações relativas ao Banco, como a compra dele pelo BRB, relações com empresários e políticos.

Um outro requerimento pede a lista de passageiros e o histórico dos voos de aviões ligados à empresas de Vorcaro.

São 78 requerimentos. Além desses ligados ao Master, tem pedidos de prisão preventiva do ex-ministro do Trabalho, José Carlos Oliveira, que foi ministro no governo anterior. Ele é investigado na Operação Sem Desconto, aquela dos descontos irregulares. E pedidos de prisão de outras pessoas ligadas a associações também investigadas.

Presidente do INSS responderá sobre suspensão e ressarcimento por empréstimos indevidos

Passada essa fase deliberativa, a Comissão vai se reunir para ouvir o atual presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior. Será perguntado sobre as ações que tem tomado com relação aos empréstimos. O que foi suspenso, medidas tomadas e ressarcimento.

A fase de 2026 da CPMI do INSS terá como foco principal o estabelecimento de regras e definições claras para proteção dos aposentados e pensionistas, segundo o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG). Ao abrir a primeira reunião do ano, nesta quinta-feira (5), o parlamentar declarou ainda que as próximas etapas do trabalho seguirão para a responsabilização de criminosos.

Ouça no Podcast do Eu, Rio! a reportagem de Priscila Mazenotti, da Rádio Nacional, sobre a agenda de hoje da CPMI do INSS.

Viana disse que relatórios aos quais teve acesso nos últimos dias mostram que, dos R$ 210 bilhões movimentados por bancos e financeiras, boa parte sem o conhecimento de aposentados e pensionistas, os descontos indevidos nas folhas de pagamento chegaram a cerca de R$ 6,8 bilhões nos últimos cinco anos. Inicialmente, a investigação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União havia identificado um valor de R$ 6,3 bilhões em fraudes.

O senador afirmou ainda que o consignado é um direito dos pensionistas, desde que eles não sejam enganados ao aderir a essa modalidade de crédito.

— Teremos de agir contra a ciranda financeira implantada pelo sistema financeiro, pelos bancos e [instituições] financeiras em cima dos nossos pensionistas. Depois que começamos a chamar atenção para este assunto no ano passado, mérito desta comissão, o próprio INSS como autarquia começou a desenvolver uma série de atividades de fiscalização e auditorias que suspenderam uma dezena de bancos que enganavam os aposentados.

Ao destacar avanços alcançados pela CPMI em 2025, Viana disse que o trabalho desempenhado pela comissão “honrou o país e recebeu a aprovação dos brasileiros”.

— Apesar de todas as divergências, conseguimos em 2025 devolver tranquilidade à parcela mais vulnerável do nosso país, que são os aposentados e pensionistas da nossa Previdência Social. Hoje eles podem dormir com a certeza de que ninguém vai descontar dinheiro da pequena aposentadoria que eles recebem, sem sua aprovação.

Saúde

Carlos Viana disse ainda que está com a saúde totalmente restabelecida. Ele explicou que decidiu continuar à frente da CPMI, mesmo após ter recebido recomendação médica para se licenciar no ano passado. Em dezembro, o senador passou por uma cirurgia para retirada de um tumor cancerígeno no estômago. Mas o procedimento foi bem-sucedido e, o tratamento, concluído com êxito.

— Decidi permanecer até a última sessão, não por teimosia, mas por convicção. Abandonar esta cadeira seria virar as costas para os aposentados, órfãos e viúvas que depositaram nesta comissão a última esperança de justiça e dignidade.

Fonte: Agência Senado

Por Portal Eu, Rio!

Fonte: Agência Senado, RadioAgência Nacional e TV Senado

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