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De sete anos para seis meses

Novo exame do SUS reduzirá em mais de 90% o tempo para diagnóstico de doenças raras

Sequenciamento completo do exoma estará disponível para 20 mil pessoas já no primeiro ano em operação


Alexandre Padilha previu redução de sete anos para seis meses do tempo médio para diagnóstico de doenças raras no SUS. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Um novo exame incorporado ao SUS, o Sistema Único de Saúde, reduzirá em mais de 90% o tempo de espera das famílias por um diagnóstico de doenças raras. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (25), pelo Ministério da Saúde, em menção ao Dia Mundial das Doenças Raras, em 28 de fevereiro.

O tempo de espera hoje para esse tipo de diagnóstico chega a sete anos, mas a nova tecnologia permite um parecer em aproximadamente seis meses.

O coordenador-geral de Doenças Raras do Ministério da Saúde, Natan Monsores, detalhou o investimento do SUS neste novo exame, chamado sequenciamento completo do exoma, e o número de pessoas atendidas com o procedimento:

"Serão 20 mil diagnósticos, até 20 mil diagnósticos, por sequenciamento de exoma no SUS, com 100% da demanda atendida. Foi um investimento de R$ 26 milhões nesse primeiro ano, e nós conseguimos fazer a oferta desse exame, que em preços de mercado podem chegar a até R$ 5 mil, por R$ 1.250. Então, usando ciência, usando uma boa análise de dados, uma boa organização de rede, nós conseguimos ofertar de maneira custo-efetiva esse exame para a população."

AME

O coordenador também destacou que o tratamento para a AME, atrofia muscular espinhal tipo 1, com o Zolgensma, o medicamento de maior custo no mundo, foi consolidado no SUS com a incorporação do remédio. Segundo Monsores, a inclusão foi possível por meio de um contrato de compartilhamento de risco. Até o momento, 11 crianças já receberam a terapia no SUS.

PDPs

O governo também anunciou oito novas PDPs, Parcerias para Desenvolvimento Produtivo, voltadas para doenças raras. O investimento passa dos R$ 2 bilhões por ano em medicamentos e garante transferência de tecnologia para o Brasil.

Já o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que o país vai dobrar os serviços especializados, passando dos atuais 23 para 51 até o final do ano:

"Com esses 51 serviços que nós vamos atingir neste ano, nós vamos ser a maior rede pública de diagnóstico e cuidado de doenças raras do mundo. Quando a gente amplia esses serviços para estados que não tinham nenhum serviço ainda, a gente está garantindo um acesso mais próximo de onde as pessoas vivem e moram. É reforçar a soberania que garante segurança para essas famílias, porque a gente vai produzir cada vez mais esses tratamentos aqui."

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 13 milhões de pessoas têm alguma das sete mil doenças raras catalogadas hoje no mundo.

Ouça no Podcast do Eu, Rio! a reportagem da Rádio Nacional sobre a nova técnica de diagnóstico de doenças raras no Sistema Único de Saúde.


RadioAgência Nacional

Doenças Raras SUS Ministério da Saúde Alexandre Padilha AME Zolgensma

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