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Marcha contra a violência

Mulheres se reúnem em Copacabana contra a violência e o feminicídio

Milhares foram às ruas para pedir paz e igualdade de direitos


Foto: Tomaz Silva

No Rio de Janeiro, o Dia Internacional das Mulheres foi marcado por uma marcha na Praia de Copacabana. Celebrado todos os anos no dia 8 de março, a data neste ano não teve muito o que comemorar. O Brasil estabeleceu uma marca recorde de feminicídios no ano passado, com 1.518 casos registrado no país. Na manhã deste domingo, o ato mobilizou milhares de pessoas pedindo o fim da violência contra mulheres.

O presidente do Sintect-RJ, Marcos Sant’aguida, e os diretores do Sindicato, Áurea Santos, Alessandra Peçanha, André Messias, Jaciara de Souza e Telma Pereira estiveram presentes.

A manifestação correu na altura do Posto 3, no mesmo bairro em que recentemente uma adolescente de 17 anos foi vítima de um estupro coletivo que abalou a cidade. Milhares de mulheres protestaram contra o feminicídio e as diversas formas de violência de gênero. O ato reuniu pessoas de todas as gerações.

No início da manhã, às 8h, mulheres da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) fincaram cruzes na areia da Praia de Copacabana, em protesto com o lema “Parem de nos matar”.

O ato principal começou por volta das 11h, com apresentação da Escola de Teatro Popular, que marcou presença com bateria de som e uma boneca de Marielle Franco no estilo dos tradicionais bonecos de Olinda.

Além de membros da sociedade civil, o ato foi impulsionado por partidos políticos, entidades feministas e movimentos sindicais. Autoridades como a ministra da Igualdade Racial Anielle Franco, as deputadas Benedita da Silva e Talíria Petrone marcaram presença.

No carro de som, diversas representantes de coletivos feministas se revezaram na leitura do manifesto do movimento. As reivindicações abordavam áreas diversas, como a criminalização dos grupos que promovem o ódio às mulheres, o aumento das licenças-maternidade e paternidade, a criação de linhas de crédito para mulheres empreendedoras e de espaços educacionais inclusivos para crianças com deficiência ou neurodivergentes. Outra demanda bastante lembrada foi o fim da escala 6x1 de trabalho.

“Estamos aqui para marcar a nossa presença contra o machismo e contra o preconceito. Por esse machismo que nos mata. Todos os dias milhares de mulheres são estupradas no Brasil. Temos que dar um basta nisso”, destacou Débora Henrique.

À frente da marcha, um grupo de pernaltas carregava uma faixa com a frase: “Juntas somos gigantes”. As artistas fizeram uma performance deitando no chão de olhos fechados, para lembrar as mulheres mortas nos crimes de violência de gênero. Depois se levantaram e se posicionaram em círculo gritando as palavras de ordem: “Todas vivas!”

violência mulher

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