Portal de Notícias Administrável desenvolvido por Hotfix

Cor, emoção, linguagens...

Obras que dialogam com a intensidade da cena urbana

Exposição “Cromatismo: Alegoria das Cores” tem participação do artista Pivetti na Barra da Tijuca,


Foto: Divulgação

Cor, emoção e múltiplas linguagens marcam a exposição “Cromatismo: Alegoria das Cores”, que segue aberta ao público até o fim de março no Espaço Cultural Vogue Gallery BR, na Barra da Tijuca. Entre os artistas participantes está o carioca Pivetti, que apresenta obras que dialogam com a intensidade da cena urbana e a expressividade da arte contemporânea.

O Portal Eu, Rio! Entrevistou o artista com exclusividade:

1. Você participa da coletiva “Cromatismo: Alegoria das Cores”. O que essa exposição representa no seu momento atual de carreira?

R: Representa um recomeço. É um momento em que estou apresentando uma coleção nova dentro de um contexto que valoriza justamente a força da cor. Para mim acaba marcando também uma nova fase do meu trabalho.

2. Como as obras “Engolindo Sapo” e “Drag King” dialogam com o conceito da mostra?

R: Cada uma fala de uma forma diferente sobre quem a gente é no cotidiano. “Drag King” fala sobre você vestir a fantasia de você mesmo, ser mais você. No dia a dia a gente acaba colocando várias máscaras para se adaptar às situações e às pessoas.

Já “Engolindo Sapo” fala sobre aquilo que todo mundo vive: ouvir coisas, passar por situações e muitas vezes não poder se expressar. Então as duas obras acabam se conectando nesse ponto da experiência humana.

3. Sua produção mistura street art, neo-expressionismo, abstração e cubismo. Como essas linguagens se encontram no seu processo criativo?

R: Depende muito da coleção, mas eu gosto de misturar essas linguagens.Da street art eu trago muito as cores fortes. Do neo-expressionismo vem a carga emocional e o significado por trás da obra. No cubismo eu uso bastante a dualidade dos rostos, às vezes mostrando diferentes dimensões ao mesmo tempo. No final tudo vira meio que um liquidificador de referências dentro da obra.

4. A emoção é apontada como linguagem central do seu trabalho. Como você transforma sentimentos em narrativa visual?

R: Essa é uma pergunta que eu mesmo me faço até hoje e nunca consegui responder direito. A verdade é que eu simplesmente consigo. É algo muito intuitivo.

5. Você é morador da Barra da Tijuca. De que forma a vivência urbana do Rio atravessa sua obra?

R: Eu pinto o que eu vejo. Então, se eu moro no Rio, eu acabo pintando coisas do Rio. É a vivência, é o cotidiano, é o jeito que eu enxergo as coisas ao meu redor.

6. Seus trabalhos mais recentes trazem reflexões sobre o tempo. O que motivou essa mudança temática?

R: Perceber que o tempo está passando. Em algum momento me assustei quando percebi que já tinha passado um terço da minha vida. Isso ficou ainda mais forte quando meu filho nasceu. Esses momentos fazem você sentir o tempo de uma forma muito mais real.

7. Você defende que a arte precisa se comunicar com clareza. Como equilibrar a sofisticação estética e a acessibilidade?

R: Eu acredito que a arte pode ser profunda sem deixar de ser compreensível. Para mim é importante que a pessoa consiga olhar e sentir alguma coisa, se identificar de alguma forma.

8. O que o público pode esperar ao visitar a exposição até 20 de março?

R: Pode esperar muita identificação.


Assine o Portal!

Receba as principais notícias em primeira mão assim que elas forem postadas!

Assinar Grátis!

Assine o Portal!

Receba as principais notícias em primeira mão assim que elas forem postadas!

Assinar Grátis!