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Vacina contra a bronquiolite

Rio avança na campanha de vacinação bronquiolite e pneumonia em bebês e crianças pequenas

Pediatra reforça importância de pais manterem a imunização em dia diante da circulação do vírus sincicial respiratório (VSR)


Foto: Prefeitura do Rio

No Rio de Janeiro, a Secretaria Municipal de Saúde iniciou na última semana a segunda fase da estratégia de imunização contra o VSR, com a aplicação do anticorpo monoclonal Nirsevimabe em crianças menores de dois anos com comorbidades. A medida segue as diretrizes do Ministério da Saúde e tem como objetivo reduzir casos graves de infecções respiratórias, internações e complicações associadas ao vírus.

Para a médica pediatra Ana Carolina Viegas, especializada em saúde da família e em emergências pediátricas, a participação ativa dos pais nesse processo é essencial para garantir a proteção das crianças em um momento em que o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento.

“A vacinação e as estratégias de imunização são fundamentais porque ajudam o organismo da criança a se defender antes mesmo do contato com o vírus. Nos bebês e nas crianças pequenas, o sistema imunológico ainda está em formação, o que aumenta a vulnerabilidade a infecções respiratórias. A imunização reduz o risco de complicações, internações e até da necessidade de cuidados intensivos”, explicou.

Além da proteção individual, a imunização também contribui para a redução da circulação do vírus na comunidade. Quando mais crianças estão protegidas, menor é a transmissão, o que ajuda a proteger também outros bebês e pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da enfermidade.

A segunda fase da campanha no Rio contempla crianças menores de dois anos que apresentam condições clínicas associadas a maior risco de agravamento da doença, como cardiopatias congênitas com repercussão hemodinâmica, enfermidade pulmonar crônica da prematuridade, imunocomprometimento grave, fibrose cística com comprometimento clínico importante, doenças neuromusculares graves, síndrome de Down e anomalias congênitas das vias aéreas.

A imunização é realizada com dose única e está disponível em unidades de Atenção Primária de referência disponíveis no site, além das três unidades do Super Centro Carioca de Vacinação (SCCV): Botafogo, Zona Oeste (no Park Shopping Campo Grande) e Zona Norte (Shopping Nova América). O volume aplicado segue a recomendação técnica: 0,5 ml para crianças com peso inferior a 5 kg e 1,0 ml para aquelas com peso igual ou superior a 5 kg. O imunizante pode ser administrado simultaneamente com outras vacinas ou medicamentos.

Para crianças acompanhadas na rede privada, os responsáveis poderão apresentar solicitação médica com a descrição do quadro clínico em um dos Super Centros Cariocas de Vacinação ou em uma das unidades de referência para o imunizante. Havendo indicação, a imunização pode ser realizada no local de referência ou o imunizante poderá ser liberado ao hospital se a criança estiver internada. Neste caso, é necessário que o portador da unidade leve os insumos adequados para o transporte seguro até o hospital ou serviço de saúde responsável pela aplicação.

Os SCCVs estão localizados em Botafogo, com funcionamento diário das 8h às 22h; e nas zonas Norte e Oeste, no Shopping Nova América e no Park Shopping Campo Grande, respectivamente, funcionando de acordo com o horário dos centros comerciais.

A estratégia de imunização contra o VSR para crianças com comorbidades na cidade do Rio é realizada de forma sazonal, entre os meses de fevereiro e agosto, período de maior circulação do vírus. Em 2025, o VSR foi responsável por 1.542 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em residentes da cidade, correspondendo a 18,2% das notificações.

Riscos da infecção em bebês

O vírus sincicial respiratório é uma das principais causas de infecção respiratória grave em crianças pequenas. Nessa faixa etária, a enfermidade pode evoluir rapidamente e provocar dificuldade respiratória, necessidade de internação hospitalar e uso de oxigênio ou suporte respiratório.

“Em bebês muito pequenos ou em crianças com doenças cardíacas, pulmonares ou imunológicas, a infecção pode evoluir para quadros mais graves de síndrome respiratória aguda. Por isso, a imunização é uma estratégia essencial para proteger as crianças justamente no período em que elas são mais vulneráveis”, destaca a pediatra Ana Carolina Viegas.

Outra medida adotada pelo município é a vacinação de gestantes contra o VSR, disponível desde dezembro de 2025 a partir da 28ª semana de gestação. A estratégia amplia a proteção dos bebês nos primeiros meses de vida, fase em que o risco de complicações é maior. A vacina segue disponível nas clínicas da família, centros municipais de saúde e nos três Super Centros Cariocas de Vacinação da cidade.

Unidades de referência para aplicação do Nirsevimabe:

https://saude.prefeitura.rio/vacinacao/prematuro/nirsevimabe/

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