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Venceu e convenceu

Vasco vence o Grêmio e segue embalado com Renato Gaúcho

Cruzmaltino empolga a torcida com aplicação tática


Foto: Matheus Lima

Se o futebol fosse um roteiro de cinema, o duelo entre Vasco e Grêmio nesta tarde de domingo (22) seria aquele drama de tirar o fôlego que mantém o espectador na ponta da poltrona até o último frame. Em uma Colina Histórica pulsante, o que vimos não foi apenas um jogo de três pontos, mas um choque de camisas que pesam toneladas. O Cruzmaltino venceu a equipe gaúcha, por 2 a 1, com gols de Thiago Mendes e David. Carlos Vinícius descontou no placar.

O Calor da Colina

Desde o apito inicial, ficou claro que o Vasco não entrou em campo para ser um anfitrião cortês. Com uma marcação alta e a agressividade que a torcida exige, o time carioca tentou sufocar a saída de bola gaúcha. O meio-campo, transformado em um verdadeiro "campo de batalha", viu duelos físicos que remeteram aos grandes embates dos anos 90.

O Grêmio, fiel à sua identidade de "Imortal", soube sofrer. Sob o comando tático de quem conhece os atalhos do campo, a equipe de Renato Portaluppi fechou as linhas e apostou na velocidade das transições. Quando o Vasco parecia próximo de abrir o placar, a defesa tricolor se agigantava, provando que a organização muitas vezes vence o ímpeto.

Momentos Decisivos

O Paredão: Ambas as metas foram testadas com finalizações à queima-roupa. Os goleiros foram, sem dúvida, os protagonistas silenciosos que impediram um placar mais elástico.

A Estratégia: Enquanto o Vasco buscava o jogo lateral e os cruzamentos na área, o Grêmio tentava ferir pelo centro, explorando os espaços deixados pela sede ofensiva vascaína.

O Veredito das Arquibancadas

Ao fim do jogo, o sentimento que ficou no ar de São Januário foi o de entrega. Para o torcedor vascaíno, a esperança de um time que briga por cada centímetro de grama. Para o gremista, a certeza de que o time mantém a resiliência necessária para as grandes competições.

Não foi um jogo de gala técnico, mas foi um jogo de alma. No tabuleiro do Brasileirão 2026, Vasco e Grêmio mostraram que, independentemente da tabela, o respeito mútuo e a intensidade são a regra quando essas duas potências se cruzam.

O que vem por aí?

O Vasco agora precisa converter esse volume de jogo em vitórias fora de casa, enquanto o Grêmio retorna a Porto Alegre com a bagagem cheia de lições sobre resistência.

FICHA TÉCNICA

VASCO 2 X 1 GRÊMIO


Local: São Januário

Árbitro: Davi de Oliveira Lacerda (ES)
Assistentes: Nailton Junior ed Sousa Oliveira (CE) e Pedro Amorim de Freitas (ES)
VAR: José Cláudio Rocha Filho (SP)
Gols: Cuiabano (VAS), David (VAS), Carlos Vinícius (GRE)
Cartões amarelos: Cuiabano (VAS), Viery (GRE), Andrés Gómez (VAS)

VASCO: Léo Jardim; Paulo Henrique (Puma), Saldivia, Robert Renan e Cuiabano (Lucas Piton); Hugo Moura, Thiago Mendes (Johan Rojas), Tchê Tchê e Nuno Moreira (Marino); Andrés Gómez e David (Matheus França). Técnico Renato Gaúcho

Weverton; Pavon, Balbuena (Gustavo Martins), Viery e Caio Paulista; Noriega, Arthur e Nardoni (Willam); Tetê (Enamorado), Amuzu (Gabriel Mec) e Carlos Vinicius. Técnico: Luís Castro




Vasco

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