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Alerta para transtorno

Resgate de gatos em Realengo revela drama de idoso acumulador

Ação conjunta da Prefeitura do Rio e Bombeiros encontrou animais em condições insalubres


Fotos: Divulgação /Prefeitura do Rio

Na última quarta-feira (25), uma operação conjunta entre a Prefeitura do Rio e o Corpo de Bombeiros resgatou 25 gatos que viviam em situação de extrema insalubridade em um apartamento no bairro de Realengo, Zona Oeste. A ação foi motivada por denúncias de vizinhos incomodados com o forte odor e a presença de insetos. No local, agentes encontraram fezes, urina e sujeira espalhadas por todo o imóvel, inclusive sobre utensílios de cozinha. Os animais foram encaminhados para o abrigo público Fazenda Modelo, em Guaratiba, onde receberão tratamento veterinário antes de serem colocados para adoção.

O dono do imóvel, um idoso identificado como "Seu Jorge", foi apontado como acumulador compulsivo. Segundo o vereador Luiz Ramos Filho, da Comissão de Defesa dos Animais, o morador apresenta sinais de saúde comprometida, mas resiste a abandonar o local. Diante da gravidade, a Assistência Social e a Clínica da Família foram acionadas para oferecer suporte terapêutico ao idoso, já que o acúmulo de lixo e animais, situação conhecida como Síndrome de Noé, é um transtorno mental que exige cuidado médico especializado.

Entenda a diferença: Coleção ou Doença?

O caso de Realengo expõe um problema social crescente no Rio: idosos que vivem sozinhos e desenvolvem o transtorno de acumulação. Diferente de um colecionador ou de alguém saudosista, que organiza seus objetos com zelo e orgulho, o acumulador compulsivo perde o critério. Ele guarda itens sem utilidade real, como embalagens e restos de comida, a ponto de obstruir a passagem e tornar os cômodos da casa inutilizáveis.

Como identificar e ajudar

A família e os vizinhos devem ficar atentos aos sinais de alerta que vão além de uma casa bagunçada:

Insalubridade: mau cheiro persistente e presença de ratos ou baratas.

Autonegligência: quando o idoso para de cuidar da própria higiene e alimentação.

Isolamento: o morador passa a recusar visitas por vergonha ou para esconder o excesso de objetos.

Dificuldade de locomoção: criação de "trilhas" entre pilhas de lixo para conseguir andar pela casa.

Canais de Ajuda

Para casos como este, a rede pública de saúde e assistência deve ser acionada para garantir a segurança do idoso e da comunidade

Central 1746: Solicite o serviço de "Verificação de autonegligência". Assistentes sociais da Prefeitura serão enviados para avaliar o caso.

Disque 100: Para denúncias graves de violação de direitos humanos.

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