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PF informa a Supremo que PM do Rio ainda não entregou imagens da Operação Contenção

Confrontos nos complexos do Alemão e da Penha resultaram em 122 mortes, na ação policial mais letal da História

Por Portal Eu, Rio! em 07/04/2026 às 10:45:45

Operação Contenção, de combate ao Comando Vermelho, resultou em número recorde de mortes. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A Policia Federal (PF) informou nesta segunda-feira (6) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ainda não recebeu as imagens capturadas pelas câmeras corporais dos policiais militares que participaram da Operação Contenção, realizada, no ano passado, no Rio de Janeiro.

Em março deste ano, Moraes determinou que as polícias Militar e Civil devem enviar à PF as imagens da operação, que deixou mais de 120 mortos. A corporação será responsável pela perícia do material.

Ouça no Podcast do Eu, Rio! a reportagem da Rádio Nacional sobre a demora da PM em entregar as imagens das câmeras corporais dos agentes da Operação Contenção.

Em ofício enviado ao ministro, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, disse que a corporação está realizando a perícia do material enviado pela Polícia Civil, mas as imagens da Polícia Militar ainda não foram recebidas.

“Não foi recebido qualquer acervo audiovisual relativo às equipes da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) que atuaram na operação com efetivo significativamente maior e número substancialmente superior de dispositivos de gravação corporal”, afirmou Andrei Rodrigues.

Perícia das 400 horas de gravações demandará mais 90 dias de trabalho

O diretor também pediu mais prazo para analisar as imagens. Segundo Andre Rodrigues, a perícia do material da Polícia Civil levará pelo menos 90 dias. Serão analisadas cerca de 400 horas de gravações.

“Cumpre informar que equipe de 10 peritos criminais federais já se encontra mobilizada, trabalhando nos exames com caráter prioritário, no entanto não se revela tecnicamente viável o cumprimento do prazo de 15 dias fixado na decisão, à luz das condições atualmente verificadas, sendo imprescindível a concessão do prazo técnico estimado em pelo menos 90 dias”, completou.

A apuração sobre a legalidade da operação ocorre no âmbito do processo conhecido como ADPF das Favelas - Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635.

Na ação, a Corte já determinou diversas medidas para redução da letalidade durante operações em comunidades do Rio de Janeiro.

Por Portal Eu, Rio!

Fonte: Agência Brasil e RadioAgência Nacional

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