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Prisão preventiva é mantida

Justiça retoma dia 13 de julho julgamento de acusados pela morte de três médicos na orla da Barra

Quatro dos cinco réus seguem foragidos e, entre eles, figura Doca, um dos chefes do Comando Vermelho


Foragido da Justiça, Edgar Alves de Andrade, 'Doca' ou 'Urso, motiva uma recompensa de R$ 100 mil por pistas que levem à captura dele. Foto: Divulgação Disque Denúncia

A 2ª Vara Criminal da Capital marcou para o próximo dia 13 de julho, às 16h, a continuação da audiência de instrução e julgamento do processo que apura o assassinato de três médicos em um quiosque na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio.

Dos cinco réus, quatro seguem foragidos: Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, apontado como um dos chefes do Comando Vermelho; Carlos da Costa Neves, o “Gadernal”; Juan Breno Malta Ramos Rodrigues, o “BMW”; e Giovanni Oliveira Vieira. Apenas Francisco Glauber Costa de Oliveira, conhecido como “GL”, permanece preso em Bangu 3 e será ouvido por videoconferência, em razão de sua alta periculosidade. Segundo a denúncia, ele atuava como “batedor” do grupo criminoso, monitorando a presença policial durante a execução do crime.

Edgar Alves de Andrade, conhecido como "Doca da Penha" ou "Urso", é um dos principais líderes da facção criminosa Comando Vermelho no Rio de Janeiro. Considerado o chefe do grupo em liberdade com maior poder de decisão, ele motiva uma recompensa de R$ 100 mil estipulada pelo Disque Denúncia do Rio de Janeiro.

Na mesma decisão, a Justiça negou pedido de relaxamento da prisão preventiva apresentado pela defesa de Giovanni Oliveira Vieira. A defesa alegava ausência de indícios de autoria e questionava a autenticidade das provas digitais reunidas durante a investigação. O juízo, porém, entendeu que os indícios já haviam sido detalhados na decisão que recebeu a denúncia e destacou que a defesa não apresentou fatos novos capazes de justificar a revisão da medida cautelar.

A decisão também afastou a alegação de falta de acesso às provas digitais, apontando que o compartilhamento dos dados foi disponibilizado pelo tribunal por meio eletrônico, mas que a defesa não forneceu endereço de e-mail para recebimento do material, apesar de ter sido intimada para isso. A acusação de suposto embaraço por parte da Delegacia de Homicídios da Capital foi classificada como “abuso do direito de defesa que beira a litigância de má-fé”.

O pedido de revogação da prisão preventiva de Francisco Glauber Costa de Oliveira também foi negado. Segundo a decisão, os crimes descritos na denúncia apresentam “extrema gravidade”, por terem sido praticados, em tese, “com violência atroz e em contexto de criminalidade organizada”, justificando a manutenção da prisão para garantia da ordem pública, da instrução criminal e da aplicação da lei penal.

Perseu Ribeiro Almeida foi confundido com miliciano e fuzilado com colegas em quiosque

O crime ocorreu em 5 de outubro de 2023, quando médicos que participavam de um congresso de ortopedia estavam em um quiosque na Barra da Tijuca. Marcos de Andrade Corsato, Perseu Ribeiro Almeida e Diego Ralf de Souza Bomfim foram mortos após criminosos confundirem Perseu com o miliciano Taillon de Alcântara Pereira Barbosa. Daniel Sonnewend Proença foi o único sobrevivente.

No dia seguinte ao ataque, quatro suspeitos de executar o crime foram encontrados mortos em diferentes pontos da Zona Oeste. A investigação aponta que eles teriam sido executados por ordem da cúpula do Comando Vermelho.

Processo nº 0166084-46.2024.8.19.0001

Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro

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