TOPO - PRINCIPAL - 1190X148TOPO - PRINCIPAL - BOM PAGADOR - 1190X148

MPs e Receita Federal deflagram Operação Fluxo Oculto contra infltração do PCC no setor de combustíveis

Fintechs movimentaram R$ 26 bilhões de origem fraudulenta, como a adulteração de gasolina por nafta e a sonegação de impostos

Por Portal Eu, Rio! em 28/05/2026 às 08:54:03

Esquema de fraude, adulteração de combustíveis e sonegação de impostos chefiado pelo PCC envolvia postos operados por laranjas do bando. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Receita Federal fazem uma operação nesta quinta-feira (28) em São Paulo, no Paraná, em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e no Rio de Janeiro para investigar a infiltração do Primeiro Comando do Crime (PCC) no setor de combustíveis. O objetivo é desmontar um esquema de fraudes, sonegação e lavagem de dinheiro no setor.

A operação tem o nome de Fluxo Oculto e é uma nova fase da Carbono Oculto, que revelou o avanço do crime organizado no mercado de combustíveis, instituições de pagamento e de investimentos. Estão sendo cumpridos 55 mandados de busca e apreensão, com apoio dos Gaecos, dos ministérios públicos do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Paraná.Na capital paulista, os agentes fazem buscas na Faria Lima, principal centro financeiro do Brasil.

O foco das autoridades é sobre seis fintechs – que atuam como bancos paralelos – e também para comprovar a adulteração de combustível com uso de solvente (nafta). seis novas fintechs, instituições de pagamento que operavam como bancos paralelos do PCC e que teriam movimentado mais de R$ 26 bilhões em quatro anos. Entre 2022 e 2024, uma única dessas instituições recebeu depósitos de mais de R$ 1 bilhão em espécie.

Ouça no Podcast do Eu, Rio! a reportagem da Rádio Nacional sobre a Fluxo Oculto, operação que visa colher provas contra esquema de adulteração de combustíveis, sonegação de impostos e lavagem de dinheiro chefiado pelo Primeiro Comando da Capital.

As investigações do Ministério Público de São Paulo identificaram que as seis fintechs alvos da operação formaram um núcleo que funciona com compensações financeiras internas entre distribuidoras e postos de combustíveis e fundos de investimentos administrados pelo PCC.

A facção criminosa atua também no desvio de nafta petroquímico para terminais e postos de combustíveis, criando uma estrutura forte para venda de solventes a empresas fantasmas.

A investigação apura também um esquema de adulteração de combustíveis com nafta, um solvente derivado do petróleo, e o uso de fundos de investimento, que teria causado prejuízos de R$ 200 milhões aos cofres públicos.

A Fluxo Oculto, nova fase da Carbono Oculto, tem como alvo também empresários, operadores logísticos e laranjas.

O objetivo da operação é avançar no desmantelamento do esquema de fraudes, sonegação e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.

A investigações apontam um sofisticado esquema do PCC que ao mesmo tempo que lavava o dinheiro proveniente do crime, obtinha elevados lucros na cadeia produtiva de combustíveis.

O uso de fintechs permitia dissimular os recursos de origem criminosa.

Segundo os investigadores, a sonegação fiscal e a adulteração de produtos aumentavam os lucros e prejudicavam os consumidores e a sociedade.

As seis fintechs faziam parte de um poderoso núcleo financeiro.

Elas eram utilizadas para compensações financeiras entre diversas distribuidoras e postos de combustíveis, além de empresas e fundos de investimento administrados pela organização criminosa.

Havia ainda pagamentos de colaboradores, além de gastos e investimentos pessoais dos principais operadores.

Três fintechs informaram à Receita terem movimentado cerca de R$ 8 bilhões entre janeiro e dezembro de 2025.

Também foram identificadas transações de pelo menos R$ 365 milhões em criptoativos das instituições de pagamento investigadas com empresas suspeitas de lavagem de dinheiro.

Fonte: Agência Brasil e RadioAgência Nacional

POSIÇÃO 3 - DENGUE 1190X148
Saiba como criar um Portal de Notícias Administrável com Hotfix Press.