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Pix na mira de Tio Sam

EUA ameaçam impor tarifas extras de 25% sobre produtos brasileiros

Governo brasileiro tem até 15 de julho para adotar medidas que favoreçam empresas americanas


Tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros começam a vigorar em 15 de julho, e vem em resposta a investigação sobre supostas práticas comerciais desleais, determinadas por Trump em julho do

Os Estados Unidos concluiriam uma investigação comercial e propõem a aplicação de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. As medidas foram anunciadas pelo Escritório do Representante Comercial norte-americano.

Ficaram de fora da lista materiais informativos, doações, carnes, legumes, frutas, castanhas, café e metais de terras raras.

A investigação começou em 15 julho do ano passado, por determinação do presidente Donald Trump. Segundo os americanos, atos, políticas e práticas brasileiras são irrazoáveis e oneram ou restringem o comércio norte-americano.

O Escritório crítica medidas relacionadas ao comércio digital e às redes sociais, como o bloqueio de plataformas e a aplicação de multas, incluindo serviços de pagamento eletrônico, como o pix.

Também aponta tarifas consideradas desleais em acordos do Brasil com o México e a Índia, além de falhas em medidas de combate à corrupção, à pirataria e na proteção da propriedade intelectual.

O texto aponta restrições ao mercado de etanol e afirma que o desmatamento ilegal representa um entrave ao comércio norte-americano.

Ouça no Podcast do Eu, Rio! a reportagem da Rádio Nacional sobre a ameaça americana de tarifas adicionais de 25% sobre as exportações brasileiras.

O embaixador Jamieson Greer afirma que a investigação aborda preocupações antigas e generalizadas dos Estados Unidos. Ao longo do último ano, Greer e Trump realizaram várias reuniões com o presidente Lula. Mas continuam existindo divergências substanciais quanto à resolução das questões identificadas na investigação.

O embaixador disse aguardar com expectativa a continuidade do diálogo com o governo brasileiro antes do prazo legal de 15 de julho para a adoção das medidas.

Antes de uma decisão definitiva sobre qualquer sanção, o governo dos Estados Unidos realizará consultas e uma audiência pública em 6 de julho.

O anúncio norte-americano ocorre após a visita do senador Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos na semana passada, quando se reuniu com o presidente Donald Trump na Casa Branca.


RadioAgência Nacional

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