Portal de Notícias Administrável desenvolvido por Hotfix

'Aparelhamento por retaliação'

Afastada do comando da Comissão da Mulher na Alerj, Renata Souza denuncia 'manobra autoritária'

Medida, que aguarda publicação no Diário Oficial, é revide da extrema direita a investigações contra Master e Refit


O mandato da deputada estadual Renata Souza (PSOL-RJ) divulgou nota protestando contra a destituição da parlamentar da presidência da Comissão Permanente de Defesa dos Direitos da Mulher. No documento, o mandato classifica de 'manobra institucional e autoritária' a articulação que culminou no comunicado de sua destituição forçada da Presidência da Comissão. Para a parlamentar, a medida, comunicada pela Presidência da Alerj em reunião do Colégio de Líderes nesta terça-feira (9/11), não é um ato isolado. Trata-se de ofensiva sistêmica e coordenada contra o PSOL-RJ. Os deputados Flavio Serafini e Dani Monteiro também foram informados sobre a perda das presidências da Comissão dos Servidores e da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, respectivamente.

Renata acusa o campo bolsonarista de praticar, com tal política, o aparelhamento institucional do Legislativo para fins de retaliação política. Segundo Renata, a manobra se explica pelo pânico da base aliada diante de investigações propostas pelo PSOL. A articulação conservadora já havia imposto um grave silenciamento ao engavetar o pedido de instauração das CPIs do Feminicídio e do Banco Master. O empenho de Renata Souza, nos últimos dias, no recolhimento de assinaturas para a abertura de uma CPI do Refit contribuiu para o acirramento da reação bolsonarista.

"A nossa atuação fiscalizatória tem exposto esquemas que a base governista tenta abafar. O incômodo dessa turma parece se tornou insustentável com os nossos pedidos de CPIs que podem atingir ainda mais o partido do ex-governador Cláudio Castro e do pré-candidato a Presidência Flávio Bolsonaro. A resposta da extrema direita, com esse golpe, é autodenunciatória".

Ouça no Podcast do Eu, Rio! o depoimento de Renata Souza sobre o afastamento sobre sua destituição forçada da presidência da Comissão Permamente de Defesa dos Direitos da Mulher na Alerj.

A gravidade da destituição de Renata Souza, que para ser formalizada deverá ser publicada no Diário Oficial, transcende a disputa regimental. Há um ataque direto à vontade democrática. Renata é a mulher parlamentar com a maior votação da história da Alerj, reeleita com 174.132 votos. Silenciar a principal representante feminina do estado justamente na Comissão da Mulher é uma agressão que atinge não apenas o mandato, mas centenas de milhares de fluminenses, em especial da população feminina, majoritária no Rio, e ainda mais especificamente das mulheres negras.

Sobre a perda do espaço de acolhimento e defesa das mulheres, Renata alerta para um cenário de retrocesso iminente: "Essa manobra se dá em circunstâncias muito graves porque foi anunciado que o posto será assumido por alguém do campo bolsonarista, ou seja, do campo que reproduz o patriarcado, que pratica e propaga a misoginia e a subalternização das mulheres, uma cultura que está nas raízes dos graves números em escalada de estupros e feminicídios."

Na nota, a líder da bancada parlamentar do PSOL-RJ reafirma que não recuará. Ainda de acordo com a nota, 'A extrema direita não conseguirá anular nas comissões o que as urnas consagraram'. Para Renata Souza, a tentativa de 'silenciamento regimental para blindar o status quo não paralisará a luta por transparência e justiça, por direitos e pela vida'. A trincheira de fiscalização continuará sendo ocupada com a mesma contundência


Assine o Portal!

Receba as principais notícias em primeira mão assim que elas forem postadas!

Assinar Grátis!

Assine o Portal!

Receba as principais notícias em primeira mão assim que elas forem postadas!

Assinar Grátis!