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Pesquisa Panorama 2026 aponta que execução é o principal desafio das empresas brasileiras neste ano. O levantamento ouviu 662 executivos e executivas de empresas brasileiras, sendo que 73% ocupam posições de decisão. Nesse contexto, Evandro Carmos, CEO do Instituto de Conexão e Negócios (ICON), explica que a diferença entre empresas que preservam valor e aquelas que enfrentam dificuldades não está apenas na gestão financeira, mas sim na maturidade intelectual com que as lideranças encaram a tomada de crédito.
"Compreender que dívida não é solução para todos os problemas e tampouco um recurso disponível sem consequências deve ser uma perspectiva fundamental para qualquer gestor. Crédito é uma alavanca poderosa, mas, quando mal utilizada, pode transformar oportunidades em vulnerabilidades.", alerta o executivo.
Promovido pela Acham, maior entidade multissetorial do país e a maior Câmara Americana de Comércio fora dos Estados Unidos, o estudo intitulado "O Desafio da Execução" reuniu principalmente lideranças de empresas de médio e grande porte, que somam cerca de 685 mil colaboradores e faturamento estimado em R$ 814 bilhões. Também de acordo com a pesquisa, o principal desafio das empresas brasileiras hoje não está mais na formulação da estratégia, mas na capacidade de executá-la de maneira consistente para alcançar resultados concretos.
"Empresas intelectualmente maduras entendem que cenários mudam, taxas de juros podem subir, mercados desaceleram, custos operacionais aumentam e eventos geopolíticos podem alterar completamente as premissas de um planejamento financeiro. Por isso, empresas que prorizam desalavancagem, preservação de margens e fortalecimento da estrutura financeira podem obter um crescimento sustentável, o que exige equilíbrio entre ambição e prudência", explica Carmos.