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Mobilização contra a paralisia

SUS retoma reforço de vacina contra a poliomielite, somente por injeção, para crianças de 4 anos

Brasil tem atestado de área livre de circulação do vírus desde 1994, mas o vírus ainda circula em outros países


Vacina contra a polio estará disponível a partir de agosto em centros de Saúde de todo o país, para crianças de 4 anos. Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Todas as crianças de 4 anos de idade devem receber mais uma dose de reforço da vacina contra a poliomielite. Com isso, o Sistema Único de Saúde (SUS) volta a oferecer o esquema que era feito até 2024, mas agora exclusivamente com a vacina injetável.

O imunizante estará disponível nos postos de saúde e clínicas da família a partir do próximo dia 3 de agosto.

Até 2024, todas as crianças recebiam três doses da vacina injetável, feita com o vírus inativado. E, posteriormente, duas doses de reforço com a vacina oral, de vírus enfraquecido, a famosa gotinha.

No entanto, como em situações muito raras o vírus atenuado da vacina oral pode sofrer mutações e provocar a doença, o Ministério da Saúde decidiu utilizar exclusivamente a vacina injetável.

Ouça no Podcast do Eu, Rio! a reportagem da Rádio Nacional sobre a retomada da oferta da vacinação de reforço contra a poliomielite, para todas as crianças de 4 anos.

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBim), Isabela Ballalai, enfatizou que a pólio está controlada no Brasil, mas que o reforço é necessário porque a proteção conferida pela vacina cai com o passar do tempo.

"O segundo reforço, feito aos 4 anos, prolonga a proteção oferecida pelo esquema primário de 3 doses e um reforço feito aos 15 meses, e ajuda a garantir os níveis mais adequados de proteção antes da entrada na fase escolar. Então você tem um prolongamento da proteção contra paralisia infantil com o esquema de cinco doses, coma última sendo aplicada aos 4 anos, que é o chamado segundo reforço";

Livre da polio há 37 anos, país registrou 26 mil casos entre 1968 e 1989, antes da erradicação

O Brasil não registra casos de poliomielite há 37 anos e, em 1994, recebeu o certificado de área livre de circulação do vírus. No entanto, apesar de estar erradicado em grande parte do globo, o vírus ainda circula em alguns países.

A vacinação é a única forma de prevenir a doença e evitar que ela volte a causar surtos, como foi no passado.

Entre os anos de 1968 e 1989, o Brasil registrou mais de 26 mil infecções por pólio. Geralmente o vírus causa sintomas leves, mas ele pode atingir o sistema nervoso central e causar paralisia e morte. Por isso, a poliomielite também é chamada de "paralisia infantil".

*Com informações da Agência Brasil

RadioAgência Nacional

Poliomielite Paralisia Infantil vacina Imunização

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