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PF investiga lavagem de dinheiro com recursos desviados da Saúde em Caxias, Niterói e Rio

Quatro investigado possuem foro por prerrogativa de função; na primeira fase da Operação Anáfora, há dois anos, Washington Reis foi um dos alvos

Por Portal Eu, Rio! em 30/06/2026 às 13:04:16

PF deflagrou nesta terça, 30, segunda fase da Operação Anáfora, que investiga lavagem de dinheiro para encobrir desvio de recursos da Saúde. Foto: Divulgação Polícia Federal

Policiais Federais participam da segunda fase da Operação Anafóra, que mira um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao desvio de verbas públicas, principalmente recursos destinados à saúde. Nesta terça-feira (30), os agentes cumprem 14 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos, quatro investigados possuem foro por prerrogativa de função, mesmo após o fim dos mandatos. As diligências acontecem em endereços no Rio de Janeiro, em Niterói, na Região Metropolitana, e em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Durante a operação, os policiais encontraram quantias em dinheiro em uma sala de uma empresa ligada ao principal suspeito, em Xerém, distrito de Duque de Caxias. De acordo com a PF, o montante estava escondido embaixo de um sofá.

Primeira etapa da Operação Anafóra, em setembro de 2022, teve entre os investigados Washington Reis e o empresário Mário Peixoto.na ocasião, a Polícia Federal cumpriu 27 mandados de busca e apreensão. À época, Reis era candidato a vice-governador na chapa de Cláudio Castro (PL) , mas terminou trocado pelo então deputado estadual Thiago Pampolha durante o processo eleitoral.

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) apuravam irregularidades na contratação de uma cooperativa de trabalho pela Secretaria Municipal de Saúde de Duque de Caxias. O contrato e seus aditivos superaram R$ 563,5 milhões, em pouco mais de dois anos.

Ouça no Podcast do Eu, Rio! a reportagem da Rádio Nacional sobre a segunda fase da Operação Anáfora, que investiga lavagem de dinheiro ligado ao desvio de verbas públicas, principalmente recursos destinados à Saúde.

A PF sustenta que a cooperativa investigada integra uma organização criminosa especializada no desvio de recursos públicos, com atuação histórica no estado do Rio de Janeiro, especialmente na área da saúde. As apurações buscam esclarecer o destino dos valores e identificar os responsáveis pelo suposto esquema de corrupção e ocultação de patrimônio.

As apurações da primeira etapa da operação, em 2022, revelaram que alguns dos investigados mantinham patrimônios registrados em nome de terceiros, realizavam gastos incompatíveis com a renda declarada e participavam de negociações relacionadas ao mercado imobiliário.

Os investigadores também apuram a possível utilização de laranjas para ocultar a verdadeira propriedade de bens e dificultar o rastreamento dos recursos.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de organização criminosa, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal informou que novas acusações podem surgir à medida que as investigações avancem e mais elementos sejam analisados.

Por Portal Eu, Rio!

Fonte: RadioAgência Nacional

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