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Justiça Em Cena traz 'O Silêncio dos Amantes'

Adaptação teatral de obra de Lya Luft, por Moacyr Góes, retrata busca de sentido em mundo desolado pela guerra

Por Portal Eu, Rio! em 05/08/2026 às 14:59:33

As atrizes Tarciana Giesen e Carla Guidacci e o ator Augusto Garcia em cena de "O silêncio dos Amantes" na Sala Multiuso do Centro Cultural do Poder Judiciário. Foto: Rafael Oliveira/TJRJ

Em "O silêncio dos amantes", Lya Luft conta histórias que partem de diferentes pontos de vista para retratar a solidão a partir da falta de comunicação entre pessoas que se amam, seja por conflitos familiares, incompreensão ou até mesmo pela busca por sentido na vida. Na terça-feira, 4 de agosto, a obra da autora gaúcha estreou no Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ) em uma adaptação teatral dirigida por Moacyr Góes.

O espetáculo faz parte do programa "Justiça em Cena" e, protagonizado pelos atores Augusto Garcia, Carla Guidacci e Tarciana Giesen, retrata a história de três anjos que caminham sem rumo em um território deserto e devastado por uma tragédia.

Para reproduzir esse cenário, o chão da Sala Multiuso do Edifício Desembargador Caetano Pinto de Miranda Montenegro foi coberto por sapatos velhos, em referência aos destroços de uma guerra.

Montagem de Moacyr Góes trabalha um mundo em pedaços, em que cada sapato conta uma história de dor e ausência. Foto: Rafael Oliveira/TJRJ

Os anjos utilizavam máscaras e caminhavam em silêncio por esse ambiente, às vezes chorando ou reproduzindo passos de uma dança triste. Porém, ao calçar um desses sapatos, desfaziam-se dessas máscaras e citavam alguns dos contos do livro de Lya Luft, encarnando os personagens e suas histórias.

O diretor Moacyr Góes afirmou que buscou, nessa ambientação, uma leitura poética diante das dores relatadas nos textos de "O silêncio dos amantes", sempre pautadas pelos traumas que surgem pela ausência de comunicação.

"Os textos são simples, mas ao mesmo tempo muito profundos. Estamos vivendo num mundo muito limítrofe, onde as coisas estão em desequilíbrio, então tentei trabalhar com a ideia de um mundo em pedaços, onde cada sapato pertence a alguma pessoa e a uma história. Somos o que somos porque criamos linguagem, porque falamos", afirmou.

O espetáculo segue em cartaz no CCPJ e terá novas apresentações nos dias 5, 11 e 12 de agosto, sempre às 18h30, no mesmo local.

Fonte: TJRJ

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