TOPO - PRINCIPAL - 1190X148TOPO - PRINCIPAL - BOM PAGADOR - 1190X148

Monalliza Escafura, filha de Piruinha, é alvo de prisão preventiva por lavagem de dinheiro

Mandado foi cumprido no Gericinó, onde herdeira do bicheiro está presa desde maio, acusada de liderar bando de jogos ilegais

Por Portal Eu, Rio! em 07/08/2026 às 08:39:04

Monalliza Escafura é aqlvo de mandado de prisão preventiva por lavagem de dinheiro de jogos ilegais, do bicho ao caça-níquel. Foto: ARTE MPRJ

O Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) cumpriu um mandado de prisão preventiva contra Monalliza Neves Escafura, filha do bicheiro José Caruzzo Escafura, conhecido como Piruinha, nesta quinta-feira (06/08). Ela e outras 12 pessoas foram denunciadas à Justiça em julho deste ano por lavagem de dinheiro oriundo dos pontos de jogo do bicho controlados por Piruinha, morto em 2025, na Zona Norte da capital.

O mandado foi cumprido na Penitenciária de Gericinó, onde Monalliza já se encontra presa desde maio, em razão de outra denúncia apresentada pelo GAECO, por liderar uma organização criminosa voltada à exploração do jogo do bicho, de máquinas caça-níqueis e de outras modalidades ilegais de jogos de azar.

A 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) também determinou que os outros 12 denunciados cumpram medidas cautelares diversas da prisão, como o comparecimento bimestral em juízo e a proibição de manter contato com testemunhas, outros denunciados e seus familiares.

A denúncia do MPRJ destaca que a filha do bicheiro ocultava os valores ilícitos obtidos com a contravenção penal com o auxílio de outros 12 denunciados, entre eles a ex-companheira de Piruinha, Rosilene Leonardo. Os valores eram utilizados na compra, em espécie, de imóveis, veículos e artigos de luxo, além da realização de depósitos e transferências bancárias para contas de subordinados, familiares e da empresa Liza Produções, pertencente a Monalliza.

Confisco alargado de bens chega a R$ 41 milhões e atinge 12 denunciados e duas empresas

A decisão também decretou, com fundamento no instituto do confisco alargado de bens, o bloqueio de mais de R$ 41 milhões pertencentes aos 13 denunciados e às empresas Liza Produções e Castelo Colorido Recreação e Lazer, esta última controlada por alguns dos denunciados. O confisco alargado de bens, instituído pela Lei Anticrime, permite a perda de bens de um condenado correspondentes à diferença entre seu patrimônio total e o valor compatível com sua renda lícita, mesmo sem prova de relação direta entre esses bens e o crime cometido.

Além disso, o Juízo também decretou que, caso não sejam localizados bens ou saldos suficientes nas contas de Monalliza e Rosilene, seja sequestrada a parcela a que ambas têm direito sobre os 42 imóveis arrolados no inventário de Piruinha.



Fonte: MPRJ

POSIÇÃO 3 - DENGUE 1190X148
Saiba como criar um Portal de Notícias Administrável com Hotfix Press.